Por thiago.antunes

Rio - O presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Rio (Sindpol), Francisco Chao, afirmou, na noite desta quarta-feira, que os policiais civis em greve querem uma decisão 'para amanhã' sobre o aumento para a categoria, que vai se reunir com o governador Luiz Fernando Pezão às 8h desta quinta no Palácio Guanabara, junto a uma comissão de 20 agentes. O Chefe de Polícia Civil, Fernando Veloso, e o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, também estarão presentes.

Os agentes da Civil estão em assembleia no Clube Municipal, na Tijuca, Zona Norte do Rio, decidindo se vão ou não deflagrar a greve. Caso a negociação com o governador não avance nesta quinta-feira, os inspetores poderão adotar o procedimento burocrático para a oficialização da greve. Eles esperam que Pezão anuncie ainda nesta quinta a incorporação da gratificação do programa Delegacia Legal.

 "A promessa de incorporação da gratificação R$ 850 ao salário foi feita a nós pelo governo há mais de um ano. Foi promessa do governador Sérgio Cabral, que tomaria esta atitude antes de deixar o governo e agora o Pezão tinha pedido um prazo até 10 de julho, mas a Copa do Mundo é em junho e um inspetor de polícia recém-formado ganha R$ 3.500, enquanto um delegado em início de carreira está recebendo R$ 16 mil. É um abismo", disse Chao.

Policiais se concentram em frente à Cidade da Polícia%2C de onde sairão para assembleia da categoria na TijucaVania Cunha / Agência O Dia

Ele adiantou ainda que não pode medir se novas paralisações ocorrerão e que isto vai dependar das negociações com Pezão. Segundo ele, o prazo de aguardar até 10 de julho não será aguardado pela categoria. "O que ficar decidido na reunião com o governador, vai ser comunicado aos policiais por e-mail ou nas redes sociais", finalizou Chao.

Veloso: 'Movimento é ordeiro'

Em entrevista coletiva, Veloso disse que o governador teria demonstrado disposição de negociar com os policiais em greve. Nesta terça-feira, quando a paralisação de 24 horas foi anunciada, o governador do Rio disse que não poderia conceder reajuste à categoria sob risco de infringir a lei de responsabilidade fiscal.

Veloso também reconheceu o movimento da categoria: segundo o delegado, as reivindicações dos policiais são justas. "É claro que apoio a categoria. Inclusive firmei um compromisso com os policiais, que se o governo não os atendesse, imediatamente eu avisaria cada diretor das delegacias", declarou Veloso,

Além disso, ele considerou o movimento "ordeiro": "Achei válida a manifestação porque foi sem prejuízo para a população"

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