Por thiago.antunes

Rio - Para escapar da blitz da Lei Seca, no Humaitá, na madrugada de quarta-feira, a presidenta do Theatro Municipal, Carla Camurati, ficou atrás de um caminhão e quase provocou o atropelamento de uma agente. A barbeiragem da também atriz e diretora de cinema, que se recusou a fazer o teste do bafômetro, custou a apreensão da habilitação, multa de R$ 1.915,40, mais infração de R$ 191,54 por direção ofensiva a pedestre e perda de sete pontos na carteira. O veículo da atriz, um Ix 35, foi liberado após a chegada de outro condutor sóbrio e habilitado.

A diretora Carla Camurati%3A “Só quando eu fiz a curva%2C eu vi a Lei Seca”Reprodução

A abordagem da atriz foi à 0h20, quando ela trafegava na Rua Humaitá, sentido Lagoa. Para burlar a fiscalização, ela posicionou o veículo atrás de um caminhão, mas acabou sendo interceptada por uma agente. Segundo Carla, ela havia ido ao Teatro Poeira , em Botafogo, com uma amiga. Depois, decidiram sair apenas para comer.

“Não gosto de beber, não gosto de cerveja, mas tomei uma. Quando estava voltando para casa, dirigia naturalmente, e, ali já no Humaitá, tinha um caminhão na minha frente. Só quando eu fiz a curva, eu vi a Lei Seca”, explicou a atriz para justificar a suposta tentativa de fuga. E continuou: “Mas já estava muito em cima, não tem nenhuma sinalização antes para a gente diminuir a velocidade, ficar mais afastada do carro que está na nossa frente. E, no meu caso, era um caminhão, que me tirava mais ainda a visão”.

Segundo ela, bastou a policial fazer o sinal para que parasse o carro. “Foi uma parada brusca, mas porque o caminhão não permitia ver a Lei Seca. Não atropelei ninguém, nem encostei em ninguém. Jamais jogaria o carro em alguém. Como eu nunca tinha sido parada, perguntei o que aconteceria se eu soprasse o bafômetro. Quando falei que tinha tomado uma cerveja, um rapaz me disse que era melhor não soprar porque aí eu perderia a carteira”, explicou.

Carla, então, ligou para o marido, que foi resgatá-la com o carro. “Sinceramente, nem sabia como proceder. É um horror ser uma pessoa pública. Se fosse outra, ninguém estaria falando sobre isso. Agora, acho que deveriam sinalizar melhor a Lei Seca. Essa do Humaitá é em cima de uma curva, a gente tem que parar de repente”, afirmou.

Colaborou Regiane Jesus

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