Por paulo.gomes

Rio - O depoimento de Flávia da Silva Ramos revelou detalhes da participação de Rodrigo Folly Cuzzol, que foi preso na manhã desta sexta-feira, na casa dos pais, no bairro Trindade, em São Gonçalo, no assassinato da sua esposa, Suelen de Souza Salles, grávida de seis meses no dia 7 de abril. Segundo a acusada de participação no crime, que cumpre pena num presídio em Bangu, Rodrigo teria amarrado a vítima e saído de casa para que outras duas pessoas, que estão sendo procuradas pela polícia, matassem Suelen.

"Ele (Rodrigo) falou que iria matar ela (Suelen), que iria resolver essa situação (de assumir o relacionamento com Flávia). Ele falou que iria amarrar. Ele falou: 'Eu não vou ter coragem, Flávia, de pegar e fazer, mas eu amarro, deixo tudo preparado e saio de dentro de casa'", disse Flávia, em depoimento a Polícia Civil, revelado pelo RJTV.

Rodrigo Folly Cuzzol foi preso na manhã desta sexta-feira, em São GonçaloLeandro Resende / Agência O Dia

Investigações apontam que Rodrigo teria pago R$ 15 mil para que dois homens assassinassem Suelen. De acordo com o delegado Wellington Vieira, da Divisão de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, o depoimento de Flávia da Silva foi fundamental para que a prisão temporária de Rodrigo fosse decretada pela Justiça.

"Ela disse que planejou junto e diz que não participou diretamente do crime. Mas a principal prova é a confissão da Flávia e os detalhes que ela contou do crime, que são condizentes com as provas que a polícia achou no local do crime", diz.

Rodrigo alegava não ter participado do crime

O viúvo sempre alegou inocência e culpava a amante como autora do crime. "Eu e minha esposa somos as vítimas. Ela (Flávia) é a pessoa que assassinou minha esposa e o meu bebê motivada pela inveja. Tudo vai provado e esclarecido, eu não tenho nenhum envolvimento", afirma.

Dias após o assassinato da filha, Manoel Augusto Sales dizia acreditar na inocência do genro. "Tinha ele como um filho. Ele cometeu um erro a qual todo mundo está sujeito, que é um caso extraconjugal. Não imaginava que poderia acontecer essa tragédia. Considero ele meu genro, uma pessoa do bem. Ele não mediu as consequências do ato dele. A verdade vai prevalecer. Ela (Suelen) recebeu um anjo do demônio que foi enviado por essa mulher para sondar e revelar o dia e a hora de ela ser executada", disse na época.

Grávida de seis meses, Suelen de Souza Salles foi morta no dia 7 de abril, dentro de sua própria casa, em São Gonçalo. Ela estava com sinais de estrangulamento, cortes no pescoço e as mãos amarradas para trásReprodução Internet

Suelen foi morta por estrangulamento — com fio de computador — e facadas. Na casa da vítima a polícia encontrou dinheiro e jóias, o que não configura latrocínio (roubo seguido de morte), mas sim, execução. A pessoa foi até a casa da vítima apenas para executá-la. Os médicos tentaram salvar o bebê, mas não conseguiram.

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