Por thiago.antunes
Publicado 24/05/2014 00:48

Rio - Se pegar bons ventos na mesa do prefeito Eduardo Paes, o projeto de lei sobre o transporte hidroviário de passageiros nas lagoas de Jacarepaguá, aprovado nesta sexta-feira em segunda votação na Câmara de Vereadores, poderá ser a nova onda do Rio. De autoria dos vereadores Carlo Caiado (DEM) e Thiago Ribeiro (PMDB), texto, que aguarda ser sancionado pelo prefeito, propõe parceria público-privada para a concessão do transporte hidroviário, que beneficiará 30 milhões de pessoas por ano.

“Uma empresa contratada pela prefeitura para estudar o transporte na região foi que chegou a esse número de passageiros. As pessoas gastam muito tempo em engarrafamentos na Barra, por exemplo. Com o transporte hidroviário, levariam poucos minutos para chegar de um extremo ao outro”, avalia Caiado. O complexo lagunar compreende as lagoas de Jacarepaguá, Camorim, Tijuca e Marapendi (e seus canais) e, pela proposta, o transporte hidroviário seria integrado ao sistema tradicional, como o BRT e metrô.

Projeto prevê a reestruturação dos canais do complexo lagunarDivulgação

A ideia de Caiado e Ribeiro vai ao encontro do projeto de limpeza das lagoas da região, que está atrasado um ano e meio mas deve começar no próximo mês, visando às Olimpíadas (orçado em R$ 600 milhões). O projeto de lei prevê a construção de deques, reestruturação dos canais de navegabilidade e escolha de embarcações que priorizem a preservação ambiental.

“O Poder Executivo fica autorizado a firmar contratos, acordos ou termos de parcerias públicas e/ou privadas para a realização de obras e serviços de engenharia, aquisição de máquinas e equipamentos e prestação de serviços de operação e manutenção de infraestrutura do transporte marítimo no sistema lagunar”, diz o texto do projeto de lei.

O ambientalista Mario Moscatelli é a favor do transporte hidroviário no complexo lagunar de Jacarepaguá. “Há uns 12 anos apresentei a mesma proposta ao então prefeito Cesar Maia. Porém, antes de tudo, as lagoas têm que deixar de ser latrinas e latas de lixo. Além da dragagem, é necessário impedir a chegada de mais sedimentos. Sobre o tipo de embarcação, deve ser ecológica e com velocidade compatível com as margens das lagoas. Um sistema de fiscalização ambiental também precisa ser criado para controlar eventuais problemas, como derramamento de óleo”, pontua Moscatelli.

Você pode gostar

Publicidade

Últimas notícias