Por paloma.savedra

Rio - Enquanto o governo estadual não bate o martelo sobre os aumentos para policiais civis e professores, ele liberou, ontem, um crédito especial de R$ 52,5 milhões para a aposentadoria complementar de juízes e desembargadores do Tribunal de Justiça do Rio. A informação foi publicada no Diário Oficial do Estado, nesta quinta-feira, ao lado do pedido de doação do estado de R$ 70 milhões à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) para a instalação de UPPs.

O montante é apenas parte dos R$ 187 milhões que o estado ainda terá que desembolsar para cobrir o projeto de Lei 6.768. Proposta pela presidente do Tribunal da Justiça, desembargadora Leila Mariano, em abril, a iniciativa tramitou com urgência, e foi aprovada em menos de dois meses na Alerj.

A lei permite que cerca de 300 magistrados que contribuíram para o fundo de reserva da aposentadoria, antes da criação do Rio Previdência, em 1999, resgatem os depósitos antigos corrigidos pela inflação. Procurado, o governo disse que apenas autorizou o uso da verba que já estava em caixa.

Como adiantou a coluna Justiça & Cidadania, no dia 14 de abril, "a abertura dos cofres foi chancelada por Cabral pouco antes de deixar o Palácio Guanabara. Ele foi recebido em almoço no Foro Central. No cardápio, bacalhau e filé mignon, regados a champanhe. No evento, Cabral e desembargadores riam à toa."


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