Por thiago.antunes

Rio - Após sete meses do tiroteio no Fórum de Bangu, que causou a morte do menino Kayo da Silva Costa, 8 anos, e do PM Alexandre Rodrigues de Oliveira, a presidente do Tribunal de Justiça, Leila Mariano, e o corregedor-geral de Justiça, Valmir de Oliveira Silva, inaguraram nesta sexta-feira as salas multiuso de videoconferência do TJ. 

No dia 31 de outubro de 2013, quatro bandidos armados com fuzis chegaram em dois carros ao local para resgatar um dos 24 presos que eram julgados em audiência. Libertar Alexandre Bandeira de Melo, o Piolho, um dos acusados de comandar o tráfico no Morro do 18, em Água Santa, na Zona Norte, era o objetivo do bando. A criança estava indo para uma escolinha de futebol ao lado do Tribunal quando foi atingida na cabeça. O policial militar, que trabalhava no local, morreu durante o tiroteio.

“Só com a soma de esforços é que se consegue mudar a realidade. A invasão do Fórum do Bangu foi um momento decisivo para os Poderes Judiciário e Executivo criarem uma estratégia para diminuir a circulação de presos nos fóruns do estado, aumentando, assim, a segurança de todos”, afirmou a desembargadora Mariano na cerimônia de inauguração. Ela explicou que, inicialmente, apenas os presos considerados de altíssima periculosidade – classificação dada pela Secretaria de Administração Penitenciária – participarão do programa.

Ato em frente ao Fórum%3A, no ano passado. Perto dali morreram um menino e um PMCarlos Moraes / Agência O Dia

O presidente da Comissão Mista de Videoconferência, desembargador Antonio Jayme Boente, contou que o TJ possui, atualmente, cinco salas multiuso de videoconferência. Além dessas, a Auditoria da Justiça Militar também conta com uma sala de videoconferência, assim como as salas de audiência das 42ª e 43ª varas criminais da Capital que, de acordo com o desembargador, são um protótipo de como deverão ser as varas criminais no futuro. O Tribunal custeou, ainda, três salas de videoconferência no Complexo de Gericinó, em Bangu, e mais uma no Batalhão Especial Prisional (BEP).

Estiveram também presentes à cerimônia o subsecretário-geral do estado da Administração Penitenciária, coronel Antônio Camilo Branco de Faria; o procurador-geral da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Hariman Araújo; o major PM Jorge Henrique Batalha, da Secretaria de Administração Penitenciária, além de outras autoridades.

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