Praça Maracanã já está no clima da Copa do Mundo

Cerca de nove mil metros de bandeirinhas, telão e chope barato vão garantir a festa dos torcedores

Por O Dia

Rio - A Praça Maracanã, em Vila Isabel, já respira os ares da Copa do Mundo. Com uma cobertura de nove mil metros de bandeira do Brasil, o reduto boêmio vizinho ao estádio promete bombar durante os jogos. Se depender do idealizador da decoração, o sócio do restaurante Planeta do Chopp, não faltará clientes por lá. Para lotar a casa, ele já preparou uma promoção especial: o chope que hoje custa R$ 7,50 passará a R$ 5.

>>> GALERIA: Ruas do Rio ganham as cores da seleção brasileira

“Daqui a gente consegue ouvir o grito da torcida no Maracanã. Quem vier para o Planeta vai assistir aos jogos no telão e sentir a energia ao vivo”, brinca Francisco Rodrigues de Farias, de 64 anos, mais conhecido como ‘Seu Chiquinho’. A empolgação para a Copa é tanta, que ele transformou até os uniformes dos garçons. Com camisa do Brasil, os funcionários são confundidos com jogadores. “Chamamos um de Neymar, outro de Fred e Thiago Silva. É muito engraçado e nós ficamos até mais íntimos”, conta o administrador Frederico de Souza, cliente do restaurante há cinco anos.

Seu Chiquinho sócio do restaurante Planeta do Chopp decora a praça em todas as Copas%2C nessa ele vai baixar o preço do chope para R%24 5Alessandro Costa / Agência O Dia

Em toda Copa, Seu Chiquinho faz questão de decorar a Praça Maracanã, mas desta vez, ele garante que o gostinho da festa será diferente. “Na Copa das Confederações já fizemos a maior bagunça aqui. Agora, com os jogos oficiais, vamos arrebentar. Tenho certeza que se depender da nossa alegria, vai dar Brasil”, aposta o sócio do restaurante.

Indignação cravada no asfalto

Na Rua Dias da Cruz, no Méier, o que chama atenção são as pinturas no asfalto, na altura do número 200. Quatro desenhos — um boneco com a bola no prato, uma camisa ‘saúde zero’ e duas bandeiras do Brasil com a frase ‘tá tudo errado’ — simbolizam a indignação de alguns moradores do bairro. “Não dá para fazer Copa quando falta dinheiro para educação e saúde”, opina Alexandre Vargas, 35, morador do Méier há 20 anos.

Na rua Dias da Cruz%2C a bandeira no asfalto com a frase ‘tá tudo errado’ serve de protesto dos moradoresAlessandro Costa / Agência O Dia


Últimas de Rio De Janeiro