Por thiago.antunes

Rio - O cartunista Jaguar resolveu tomar — além de um chope — partido na disputa judicial entre dois bares pelo uso da palavra “chopp” no letreiro. “Para variar, na tendência atual do Brasil, eu fiz um protesto a favor. A minha parte, eu fiz”, diz o humorista, que fez uma manifestação ontem, regada por muitas tulipas, ao lado do ator Otávio Augusto na defesa de um dos botecos.

O fato é que a palavra “chopp” separou dois donos de botequins na esquina das ruas Barata Ribeiro e Paula Freitas, em Copacabana: José Alberto Afonso e Jorge Faria. Tudo começou quando, em 2003, José Alberto, proprietário do bar Real Sucos, mudou o nome do boteco para Real Chopp, após sugestão de fregueses, como o cartunista Jaguar. Afinal, o único “suco” que era vendido ali era o de cevada.

Jaguar e o ator Otávio Augusto em protesto bem-humoradoDaniel Castelo Branco / Agência O Dia

O problema é que Jorge Faria, dono do Galeto Viva Flor, havia registrado o nome Real Chopp. Ele entrou com um processo para impedir que o vizinho explorasse a marca. Em fevereiro Afonso foi notificado pela Justiça e impedido de usar a marca. Desde então, ele tapou todas as referência à palavra “chopp” com uma lona e usa apenas o nome Real.

Ele descobriu que o concorrente registrou o nome em 2011, mas não tomou nenhuma providência por achar que nada aconteceria. Pelo mesmo motivo, manteve o nome de registro do seu bar como Real Sucos: “Ele fazendo isso para atrair a clientela para o bar dele”. Jorge Faria diz que topa voltar atrás: “É só ele vir aqui conversar comigo e fazer uma proposta. Estou aberto para negociar”.

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