Por thiago.antunes

Rio - A polícia investiga uma acusação de ameaça e injúria contra policiais militares da UPP Pavão-Pavãozinho, um dia antes do tiroteio que matou o dançarino Douglas Rafael da Silva Pereira, o DG, em 22 de abril. O bombeiro hidráulico Bruno Henriques, de 27 anos, disse que um dos PMs atirou duas vezes próximo ao seu ouvido durante uma abordagem feita na madrugada de 21 de abril.

Ele contou que caminhava com um irmão pela comunidade por volta das 1h30, quando foi parado por um grupo de quatro policiais militares da UPP. Entre a tarde de anteontem e a madrugada de ontem, policiais civis fizeram a perícia no local onde o dançarino DG foi morto.

“Os policiais mandaram ele colocar as mãos na parede. Eu tentei passar direto. Aí, um policial disse: 'Estou falando com você também'. Eu respondi, dizendo que se ele falasse tranquilo comigo, eu iria fazer o que ele pedisse. Mas ele se irritou e disse: 'Vamos embora, v..... Senão, eu te mato'. E atirou duas vezes, perto do meu ouvido. Fiquei em pânico”, lembrou.

Segundo ele, um outro policial militar do grupo deu um tiro de fuzil para cima. Bruno, então, encontrou duas cápsulas — uma de fuzil e outra de pistola — e tentou levar o caso à sede da UPP. Como não pôde relatar o caso por lá, decidiu registrar ocorrência na 13ª DP (Ipanema), mesma delegacia que investiga a morte do dançarino DG.“Estamos tentando identificar os policiais que eventualmente se envolveram nesse episódio”, afirmou o delegado Gilberto Ribeiro, da 13ª DP.

O caso de Bruno criou uma mobilização no aplicativo Panela de Pressão, da Rede Meu Rio, uma organização não-governamental (ONG) feita com o objetivo de impulsionar mobilizações que proponham melhorias para a cidade.

Você pode gostar