Por paulo.gomes

Rio - O Ministério Público denunciou nesta terça-feira, 17 pessoas acusados de terem participado do ataque a uma base da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Arará/Mandela, em Manguinhos, na Zona Norte. A ação dos bandidos aconteceu na noite do dia 20 de março deste ano.

Segundo o MP, os 17 acusados deram condições para que cerca de 150 pessoas não identificadas destruísse duas viaturas policiais e cinco contêineres da UPP, com emprego, inclusive, de coquetéis molotov. Eles vão responder pelos crimes de roubo e incêndio.

Base da UPP Arará/Mandela, em Manguinhos, foi atacada na noite do dia 20 de marçoCarlos Moraes / Agência O Dia

A invasão teria sido uma ordem dos traficantes denunciados José Benemário de Araújo, conhecido como “Benemário” ou “Coroa”; Marcelo Fernando Pinheiro Veiga, o “Marcelo Piloto”; André Luiz Cabral dos Santos, o “Lacraia”; e Bruno Lopes Gonçalves da Silva, o “Bulau”.

Outros 11 denunciados, entre eles Johni do Espírito Santo, o “Johni Peças”, e Adilson de Lima, o “Galeguinho” ou “Salsicha”, também incentivaram, segundo o promotor, a prática dos crimes, por fazerem parte da multidão que invadiu e incendiou a UPP, portando pedras, paus, garrafas, coquetéis molotov e armas de fogo, bem como gritando palavras de ordem como “vai morrer, polícia!” e “taca bala na UPP”.

Naquela mesma noite, liderados por dois dos denunciados, Rodolfo Silva, o “Pirata”, e Claudevan Alves, o “Carioca”, os 50 integrantes do primeiro grupo que encurralou os PMs trocaram tiros e feriram o capitão Gabriel Marinho de Toledo.

Segundo o promotor Sauvei Lai, da 30ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal, os 150 comparsas se aproveitaram da destruição e utilizaram meios violentos para roubar documentos, aparelhos celulares e computadores dos policiais militares.

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