Por paloma.savedra

Rio - Os 100 rodoviários dissidentes do sindicato que representa a categoria em Niterói e São Gonçalo (Sintronac) farão nova assembleia na próxima segunda-feira (2) para decidir sobre uma paralisação na terça-feira (3). O grupo, que pretendia fazer greve a partir desta quinta-feira, preferiu esperar uma proposta do Sintronac, que será apresentada na segunda. 

"Decretamos assembleia na segunda-feira. O sindicato alega que os patrões têm até este domingo  para responder a categoria. Na segunda, vamos ouvir a proposta e fazer uma assembleia para decidir os rumos do movimentos", declarou um dos líderes do movimento, Marcos Zaca, 43 anos.

Marcos também criticou a participação reduzida dos motoristas da região: "As empresas colocaram pressão nos colegas e isso também afetou a paralisação que faríamos". 

Os rodoviários se reuniram na tarde desta quarta-feira no Terminal Rodoviário João Goulart, ao lado das barcas. O grupo pede cesta básica de R$ 400 - atualmente eles recebem de R$ 125 - e o fim da dupla função.

Os profissionais do setor não concordam com as negociações entre a entidade e o sindicato patronal (Setrerj). Eles pedem 40% de aumento salarial, entre outras reivindicações. Caso decidam pela paralisação, o transporte público de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Itaguaí, Tanguá e Maricá será afetado na próxima semana. 

De acordo com o Setrerj, são 28 mil trabalhadores no setor (abrangendo todos os municípios). E apesar do número reduzido de participantes na assembleia desta quarta-feira, as empresas temem que haja uma adesão maior ao movimento. 

O Sintronac afirmou que vem negociando diversas melhorias para a categoria com o sindicato patronal. O presidente da entidade, Joaquim Miguel Soares, disse que o Setrej tem até julho para responder sobre um possível acordo.

"Pedimos 15% de aumento salarial, R$ 200 de cesta básica, fim da dupla função e implantação da jornada de 6 horas", declarou Joaquim, que criticou ainda o movimento de dissidentes: "É puramente político. A pauta de reivindicações é quase a mesma, mas pedir aumento de 40% não existe. Eles querem se aproveitar de um momento e promover uma bagunça na cidade", disse. 

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