Por thiago.antunes

Rio - O laudo de confronto balístico que irá apontar se os fragmentos de munição encontrados no corpo do mototaxista Caio Moraes da Silva, de 20 anos, morto na terça-feira, no Complexo do Alemão, partiram de armas utilizadas por policiais da UPP local ficará pronto em até 30 dias, de acordo com a Divisão de Homicídios. As armas usadas pelos policiais envolvidos no confronto já foram recolhidas e encaminhas para o exame.

Nesta quinta-feira, durante o enterro do jovem, a mãe dele, Denise Moraes da Silva, de 49, pedia agilidade nas investigações. “Quem atirou queria matar. Espero que descubram rapidamente o autor. Os moradores do Alemão conhecem os excessos cometidos. Eu ficarei para sempre com a lembrança positiva do meu filho”, disse. O sepultamento do jovem foi marcado pela forte emoção dos cerca de 400 presentes e por protestos que seguiram do Cemitério do Caju, na Região Portuária, até o Alemão, na Zona Norte.

Dezenas de mototaxistas saíram do enterro no Caju e seguiram escoltados até o Complexo do AlemãoCacau Fernandes / Agência O Dia

Depois de levantarem os capacetes e rezarem em coro, enquanto o corpo do amigo era sepultado, cerca de 100 mototaxistas seguiram em carreata até a sede da Coordenadoria de Polícia Pacificadora, na Estrada do Itararé, em Bonsucesso. A pista lateral da Avenida Brasil foi interditada pelos motociclistas, que estenderam faixas em protesto. O bloqueio foi rapidamente removido pelo Batalhão de Choque. Jatos de spray de pimenta e bombas de efeito moral chegaram a ser disparados. A manifestação seguiu pelas localidades da Nova Brasília e Grota.Por precaução, a polícia fechou a Estrada do Itararé entre 17h30 e 19h30.

O policiamento segue reforçado em todo o Alemão. Caio foi baleado em troca de tiros entre traficantes e policiais que acompanhavam um protesto de moradores contra a prisão de Romário de Moraes da Silva, de 22, que tem antecedentes por tráfico de drogas.

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