Por paloma.savedra

Rio - Após reunião do Fórum de Participação da Comissão da Verdade do Rio, nesta sexta-feira, o presidente Wadih Damous afirmou que vai pedir explicações ao juiz que decretou o segredo de justiça das investigações sobre a morte do coronel reformado Paulo Malhães.

Wadih declarou que dependendo dos motivos apresentados, poderá pedir a revogação da medida. "Não faz nenhum sentido o segredo neste caso", disse o presidente da comissão, reiterando que o assunto é de interesse público. 

Damous participou de reunão da Comissão da Verdade nesta sexta-feira e declarou que vai pretende revogação da medida que fez processo do caso Malhães correr em segredo de justiçaCarlos Moraes / Agência O Dia

Durante a reunião, a comissão falou sobre a participação de Malhães na captura de argentinos asilados no Brasil, durante a Ditadura, conforme O DIA informou nesta sexta-feira.

Leia Mais: Malhães caçou argentinos asilados

Irmão de caseiro acusado de participar do crime é preso

Também nesta sexta-feira, a Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense, em Belford Roxo, prendeu, de madrugada, Anderson Pires Teles, irmão do Rogério Pires, ex-caseiro de Malhães. Ambos são acusados pela polícia de participar do assalto à casa do coronel em 24 de abril.

Anderson foi preso em casa, em Santa Cruz, na zona oeste do Rio. A polícia segue em diligências pelo terceiro acusado do crime, Rodrigo Pires, que está foragido.

A Polícia já recuperou parte das armas levadas no crime em uma casa, em uma favela de Santa Cruz. Os investigadores disseram que o caseiro chegou a confessar a participação no crime, mas a defensora pública do acusado nega a versão.

Malhães foi encontrado morto com sinais de asfixia, num dos cômodos de seu sítio, em Nova Iguaçu, em 25 de abril. Na ocasião, a mulher do militar e o próprio caseiro foram amarrados e separados do militar. O laudo cadavérico, segundo a Polícia, informa que a causa da morte foi infarto.


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