Moradores do Chapéu Mangueira liberam via de Copacabana

Protesto na Avenida Princesa Isabel termina e comunidade aguarda chegada da Comissão de Direitos Humanos da Alerj

Por O Dia

Rio - Terminou por volta das 14h deste sábado o protesto de moradores do Chapéu Mangueira, na Avenida Princesa Isabel, em Copacabana. Os manifestantes voltaram para a comunidade, onde esperam a chegada de representantes da Comissão de Direitos Humanos da Alerj e advogados da OAB que atuam em manifestações.

Moradores do Chapéu Mangueira protestam contra morte de homem na comunidade%2C durante troca de tiros entre PMs e suspeitosJose Pedro Monteiro / Agência O Dia

Os moradores da comunidade fecharam por duas horas a via e chegaram a bloquear também a Avenida Nossa Senhora de Copacabana, na altura do Leme.

O protesto foi por conta de uma troca de tiros que ocorreu na manhã deste sábado, na comunidade, e que terminou com um suspeito baleado. Ele foi encaminhado para o Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon. De acordo com a Polícia Civil, o homem foi autuado por resistência, porte de arma, tráfico de drogas e tentativa de homicídio. Ele ainda tem passagem por associação ao tráfico de drogas, porte de arma e uso de drogas.

Durante a manifestação, policiais da UPP e de outros batalhões estavam no local e chegaram a usar spray de pimenta para dispersar os manifestantes e liberar a via. Os moradores gritaram palavras de ordem contra a ação policial e a Copa do Mundo.

Moradores do Chapéu Mangueira fecham Avenida Princesa Isabel%2C em Copacabana%2C em protesto à morte de um homem durante troca de tiros entre suspeitos e PMsJosé Pedro Monteiro / Agência O Dia

Confronto ocorreu durante patrulhamento

O tiroteio ocorreu nesta manhã, quando policiais da UPP foram surpreendidos com tiros durante um patrulhamento de rotina na mata. De acordo com a Coordenadoria de Polícia Pacificadora, houve confronto. O homem baleado foi socorrido e encaminhado para o Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon.

Com o homem, segundo a PM, foram apreendidos um pistola calibre 9mm, dois carregadores e uma granada. O caso foi registrado na 12ªDP (Copacabana).

Os policiais militares foram ouvidos, a perícia realizada no local e as armas dos agentes catalogadas para o confronto balístico. 

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