Por thiago.antunes

São Paulo -  Policiais civis de São Paulo prenderam na tarde de ontem em Praia Grande, em São Paulo, o publicitário Eduardo Tadeu Pinto Martins, de 47 anos, suspeito de matar na sexta-feira Jesi Lopes de Sousa, de 63 anos, que era zelador no prédio onde moravam, na Zona Norte da capital paulista. O corpo de Souza, esquartejado, foi encontrado na casa onde Martins estava.

Segundo o delegado Ismael Rodrigues, da 4ª Delegacia Seccional, o publicitário confessou o crime, mas alegou que a morte foi acidental. A versão não convenceu o policial, que acredita que Martins assassinou Souza com ajuda da mulher, a advogada Ieda Cristina Cardoso da Silva Martins, que se apresentou ontem. A prisão temporária do casal foi decretada pela Justiça.

Policiais prenderam Martins quando queimava o corpo de SouzaFolhaPress

O zelador foi visto com vida pela última vez na tarde de sexta-feira, quando saía do elevador do 11º andar do prédio e foi filmado pelas câmeras de segurança. Na hora, ele entregava correspondência aos moradores e já havia passado pelos apartamentos, de cima para baixo, do 22º ao 12º andar.

O publicitário e a mulher passaram ser suspeitos quando parentes do zelador contaram à polícia que eles tinham rixa com Souza. Depois, imagens do circuito interno do prédio gravadas horas após o desaparecimento mostrando Martins arrastando uma mala e um saco e os colocando em seu carro aumentaram a suspeita.

Empregados do condomínio contaram que o casal voltou no dia seguinte com a roupa que havia saído, mas sem a mala e o saco e que o pai do publicitário morava em Praia Grande, onde o casal costumava ir. Lá, foi encontrado o corpo de Souza, e Martins confessou o crime.

Flagrado com despojos da vítima

O delegado Ismael Rodrigues contou que ao chegar ontem à casa onde o publicitário Eduardo Tadeu Pinto Martins estava, na Praia Grande, o encontrou próximo ao saco com o corpo de Jesi Lopes de Sousa. Os despojos estavam ao lado de uma churrasqueira e apresentavam queimaduras.

Segundo o policial, Martins havia cortado o corpo de Souza com um serrote e planejava incinerá-lo na churrasqueira. Ao chegar, os policiais flagraram o publicitário tentando queimar as vísceras do zelador. “O cenário era muito feio”, afirmou o delegado.

Ao ser preso, Martins admitiu ter matado o empregado de seu prédio, mas alegou que a morte foi acidental, durante uma briga. Ele contou que serrou o corpo no domingo e ontem planejava queimá-lo.

O advogado Robson Alves de Souza, contratado pela família do zelador para acompanhar o caso, contou que a rixa entre ele e o casal começou por causa de uma briga por vaga na garagem. A partir daí, Souza passou a ser perseguido por Martins. Uma vizinha de andar do publicitário contou ter ouvido, no dia do crime, uma discussão no corredor do 11º andar e, ao olhar pelo olho mágico, o viu fechando a porta de seu apartamento.

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