Por thiago.antunes

Rio - O subsecretário de Defesa e Promoção dos Direitos Humanos, Raimundo da Costa, e o superintendente de Igualdade Racial do Rio, Rogério Gomes, pediram que a Polícia Civil apure e responsabilize criminalmente os autores de páginas racistas no Facebook, denunciadas pelo DIA, na semana passada. As diversas publicações, que derivam na frase “o racismo começa”, exibem conteúdos que incitam o ódio a negros altamente ofensivo, citando até o ditador Adolf Hitler.

O presidente da Comissão de Igualdade Racial da OAB-RJ, Marcelo Dias, também pediu ao Ministério Público do Rio que investigue a denúncia do DIA. No requerimento, os três manifestaram repúdio às publicações racistas. No requerimento, Dias argumenta que “se faz necessário justificar tal manifestação, considerando que salvo melhor juízo, a hipótese se enquadra em flagrante crimes de incitação ao racismo.”

Ofício da Subsecretaria de Defesa de Direitos Humanos cita a reportagem do DIA como provaReprodução

O advogado também pede que o procurador-geral de Justiça do Rio, Marfan Vieira, envie os desdobramentos do caso para a comissão da OAB, para que sejam tomadas medidas conjuntas de combate ao crime. Ele citou a Lei 7.716 de 1989 que define os crimes de racismo, no artigo 20, como “praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça e cor”. Já o requerimento enviado à Polícia Civil defendeu a Convenção Internacional sobre Eliminação de Formas de Discriminação Racial.

Ofendidos devem denunciar

Até a noite desta segunda-feira, as páginas racistas do Facebook ainda estavam no ar e sendo atualizadas, como a “O racismo começa quando”. De acordo com o titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, Alessandro Thiers, já foi solicitada à rede social a retirada das páginas do ar.

Porém, segundo Thiers, a resposta é analisada em um prazo de duas semanas. Caso ela não seja positiva, o delegado afirmou que representará o pedido judicialmente. O delegado pediu que as pessoas que se sentirem ofendidas pelas publicações do site denunciem à unidade.

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