Por thiago.antunes

Rio - Os policiais da UPP da Rocinha que participaram da ação que culminou na morte de Josiel Rafael Silva, de 43 anos, sábado, naquela favela de São Conrado, serão ouvidos em um procedimento aberto pela Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP). As investigações vão apurar as circunstâncias da morte e remoção do corpo para o Hospital Miguel Couto. Os PMs também podem ser responsabilizados criminalmente por tirar o corpo do local e alterar a cena do crime antes da chegada da perícia.

O Ministério Público solicitará que a Auditoria Militar avalie se a remoção configurou fraude processual. O delegado Gabriel Ferrando, da 11ª DP (Rocinha), pretende colher novos depoimentos dos policiais e de testemunhas até sexta-feira. Os laudos da perícia e o Boletim de Atendimento Médico (BAM) de Josiel já foram solicitados. De acordo com a major Pricila Azevedo, comandante da UPP local, a ordem dada aos policiais teria sido de socorro imediato à vítima. Um vídeo publicado pelo jornal ‘Extra’ mostra policiais discutindo o que fazer com o corpo. Por conta da remoção, a perícia no local só foi realizada na manhã de domingo.

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