Por paloma.savedra

Rio - Contrariados com a decisão judicial que julgou ilegal a greve dos rodoviários, os dissidentes do sindicato da categoria (Sintraturb) decidiram percorrer os terminais rodoviários da cidade, nesta terça e quarta-feira, com objetivo de convocar motoristas para a assembleia de quinta-feira, quando será votada nova paralisação. O encontro será às 16h, na Candelária. 

O grupo também vai circular com um abaixo-assinado para o fim da dupla função. O documento já tem cerca de 3 mil assinaturas. 

Rodoviários vão promover nova assembleia nesta quinta-feira e votarão possível paralisaçãoJosé Pedro Monteiro / Agência O Dia

Dizendo-se 'decepcionados', os dissidentes acreditavam que os desembargadores considerariam a greve legal. Advogada do grupo, Isabela Marinho lembrou que uma carta foi entregue a cada magistrado, na tentativa de sensibilizá-los para a causa dos motoristas. 

"A categoria ficou decepcionada com a decisão. Tínhamos uma expectativa de que eles se sensibilizassem com a causa", declarou a advogada, que voltou a criticar o Sintraturb.

"A mobilização dos rodoviários continua. Quem tinha que tentar dialogar o tempo todo com as empresas era o sindicato, que acabou fazendo acordo com elas e aceitou a permanência da dupla função, por exemplo", disse. de assinatura

Sintraturb vai recorrer da decisão

O Sintraturb informou nesta tarde que vai recorrer da decisão judicial do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que considerou a entidade responsável pela greve da categoria.

Vice-presidente da entidade, Sebastião José da Silva criticou a decisão e ainda rebateu a afirmação dos dissidentes de que o Sintraturb não dialogou com a categoria: "A decisão do TRT de julgar a paralisação ilegal mostrou apenas que o sindicato não compactua e nunca compactuou com nenhum tipo de paralisação", declarou.

A entidade garantiu ainda que vai solicitar às empresas de ônibus que não descontem os dias não trabalhados de motoristas que sofreram ameaças durante as paralisações. "Muitos não fazem parte desse movimento e foram até as garagens para trabalhar normalmente, mas foram impedidos de saírem com os coletivos pelos grevistas", garantiu Sebastião.

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