Protestos no Centro e Zona Sul param o trânsito e prejudicam cerca de 1 milhão

Mil manifestantes foram o bastante para bloquear vias importantes da cidade

Por O Dia

Rio - Três protestos diferentes que, somados, totalizaram pouco mais de mil manifestantes foram o bastante para bloquear importantes vias da cidade, como a Rua Pinheiro Machado, em Laranjeiras, e as Avenidas 1º de Março e Presidente Vargas. O trânsito ficou parado em bairros como Centro, Santo Cristo, Lapa, Flamengo, Botafogo e Laranjeiras por cerca de oito horas. Para se ter uma ideia do número de cariocas prejudicados, só no Centro circulam diariamente cerca de 1 milhão de pessoas.

Funcionários da Cedae protestam em Laranjeiras

Os atos de funcionários da Cedae, ex-invasores do prédio da OI e professores das redes estadual e municipal de ensino fizeram com que motoristas optassem por vias alternativas e passageiros seguissem viagem a pé. Houve conflito entre manifestantes e policiais. Por volta das 13h, cerca de 500 funcionários da Cedae, que realizaram paralisação de 24h, interditaram a Pinheiro Machado, na altura do Palácio Guanabara.

De acordo com Miguel Fernandes, representante do grupo, a categoria pede reajuste salarial e criação de um plano de carreira. Segundo o grevista, cerca de 80% dos funcionários da companhia aderiram à paralisação. Os acessos ao Túnel Santa Bárbara ficaram fechados e PMs dispersaram o grupo, no fim da tarde, com bombas de efeito moral.

PMs fazem cordão de isolamento para manter os grevistas da Cedae afastados do Palácio Guanabara%2C na Rua Pinheiro Machado%2C em LaranjeirasFabio Gonçalves / Agência O Dia

No mesmo horário, cerca de 50 ex-invasores do complexo de prédios da OI, no Engenho Novo, desocupado em abril, iniciaram protesto pelo reassentamento que, segundo eles, não teria sido cumprido pela prefeitura. O grupo seguiu da Igreja da Candelária em direção à Praça da Bandeira alternando a ocupação das pistas centrais e laterais da Presidente Vargas. No início da noite, a situação do trânsito piorou quando cerca de 500 professores, após decidirem continuar a greve, fecharam a Primeiro de Março e outras vias do Centro.

Ato de professores ganha adesão de garis no Centro

A próxima assembleia dos professores será no dia 13. Até lá, o Sepe pretende realizar atos. “Faremos um pelas ruas, na segunda, e uma doação de sangue coletiva na quarta. No dia 12, início da Copa do Mundo, teremos um ato unificado”, disse a coordenadora do Sepe, Martha Moraes. Entre as reivindicações, estão plano de carreira unificado e reajuste salarial linear de 20%.

Os profissionais fecharam a Av. Presidente Antônio Carlos, sentido Candelária, a partir da Almirante Barroso, às 17h. Às 20h, um grupo de garis apoiou o ato. O acesso pela Av. Beira Mar foi impedido a motoristas. Os desvios eram feitos pela Rua Teixeira de Freitas e pela Mem de Sá.

Polícia faz ato diferente: doa sangue

Cerca de 300 policiais civis se mobilizaram ontem de uma forma diferente: participaram de campanha de doação de sangue na Cidade da Polícia. Funcionários do Hemorio fizeram coleta. A ação estava prevista há três semanas, após paralisação de 48 horas. Em reunião com representantes da categoria, o governador Luiz Fernando Pezão firmou compromisso de encaminhar à Alerj até o dia 12 a proposta de incorporação da gratificação do programa Delegacia Legal. Dia 13, eles se reúnem para decidir o futuro da mobilização.

Policiais civis%2C que reivindicam incorporação de gratificação ao salário%2C fizeram ato diferente%3A doaram sangue Foto de leitor


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