Vigilantes decidem manter greve

Categoria quer reajuste salarial, tíquete refeição. Impasse para atuação no Maracanã continua

Por O Dia

Rio - Os vigilantes decidiram, na tarde desta sexta-feira, manter a greve da categoria em assembleia na Candelária. Parados desde o dia 24 de abril, eles reinvidicam 10% de reajuste e R$ 20 no tíquete refeição, além do pagamento do adicional de risco de vida junto com o de periculosidade e plano de saúde pago pelas empresas e diária de R$ 180 para os vigilantes que vão trabalhar nos grandes eventos, como a Copa do Mundo.

Nesta quinta-feira, na Superintendência Regional do Trabalho, não houve acordo entre o sindicato da categoria, a empresa Sunset e o sindicato patronal, para definir um contrato específico de trabalho com a FIFA empregando 1.200 vigilantes, que atuariam no Maracanã durante os jogos da Copa do Mundo. Esse contingente também faria a segurança dos hotéis, onde as delegações dos países estão hospedadas.

Vigilantes decidem manter greveDivulgação

De acordo com o vice-presidente do SindVigRio, Antônio Carlos de Oliveira, a Sunset que venceu a licitação para oferecer vigilância na Copa, não avançou na proposta. O Sindicato pede o pagamento da hora trabalhada de R$ 15, mas a empresa ofereceu apenas R$ 0,50.

O Ministério Público do Trabalho recomendou às empresas de segurança que durante a greve dos vigilantes não poderia haver dispensas e nem dias descontados em respeito à lei de greve. O dissídio coletivo da categoria, que tem data base em março, será julgado pelo Tribunal Regional do Trabalho em data ainda a ser definida. O processo segue sob responsabilidade do desembargador relator, Rogério Lucas Martins, que irá dar seu parecer e levar para votação colegiada as demandas dos vigilantes do Rio.

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