Policial civil saca pistola e atira para o alto durante protesto contra a Copa

Inspetor Luiz do Amaral ameaçava os manifestantes dizendo que eles 'iriam se machucar'. Coinpol vai apurar sua conduta

Por O Dia

Rio - Durante o protesto contra a realização da Copa do Mundo, neste domingo, na região do Maracanã, um policial civil deixou o carro com uma pistola em punho, ameaçando as pessoas em volta. Durante a discussão com uma pessoa que filmava a ação, ele afirmou: "Sai de perto de mim que vocês vão se machucar". Logo em seguida entrou no carro e foi embora, atirando três vezes para o alto. O homem, que é inspetor da polícia, foi identificado como Luiz do Amaral e a Corregedoria Interna da Polícia Civil (Coinpol) instaurou uma sindicância para apurar sua conduta.


Manifestantes e policiais entram em confronto durante protesto na Zona Norte

Manifestantes e policiais do Batalhão de Choque se enfrentaram na noite de domingo, pelas ruas da Tijuca e de Vila Isabel, em mais um protesto contra os gastos com a Copa do Mundo. Na confusão, lixeiras foram quebradas e três agências bancárias tiveram as portas de vidro quebradas. Um integrante do Coletivo Mariachi se feriu e foi levado para a UPA da Tijuca.

Bancos são depredados após protesto contra a Copa do Mundo

No fim da tarde, um grupo de ativistas e integrantes do Black Bloc saíram em passeata da Praça Saens Peña em direção ao estádio do Maracanã, uma hora antes da partida entre Argentina e Bósnia e Herzegovina. Aproximadamente 200 pessoas fecharam uma das pistas da Rua Conde de Bonfim, ainda na Tijuca.

Vândalos depredaram agências bancárias em Vila Isabel após protesto contra a CopaOsvaldo Praddo / Agência O Dia

O ato era pacífico até que no caminho os manifestantes ocuparam pista da Avenida Maracanã, no sentido do estádio. Policiais reagiram e lançaram bombas de gás e de efeito moral sobre o grupo, que se dispersou, liberando a via.

Próximo ao Shopping Tijuca, manifestantes foram impedidos de avançar por policiais da tropa de choque que montaram bloqueio, evitando assim que os black blocs alcançassem a Praça Varnhagen. No local, havia grande concentração de torcedores assistindo à partida nos bares da região.

O grupo de ativistas tentava chegar ao Maracanã, por ruas internas para fugir do cerco policial. Foram parados por bloqueio na Rua Prof. Manoel de Abreu. O Choque jogou bombas em direção aos manifestantes. Parte do grupo seguiu pela 28 de Setembro, em Vila Isabel, destruindo lixeiras e vidros de uma agência da Caixa. Um homem armado de pistola saiu de um carro e atirou para o alto.

Com medo, donos de bares fecharam as portas. No restaurante Capelinha, 30 clientes deixaram o local. “Eles podem quebrar tudo. No dia em que mais poderíamos faturar acontece isso”, queixou-se um empregado.

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