Para Pezão, PT do Rio saiu do governo no pior momento

Ele falou ao programa Opinião, da TViG

Por O Dia

Rio - Em entrevista ao programa Opinião, da TViG, o governador Luiz Fernando Pezão admitiu estar magoado com o PT. Com o apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PT do Rio decidiu lançar a candidatura do senador Lindbergh Farias ao governo do estado.

Pezão argumentou que o PT deixou o governo de Sérgio Cabral precisamente no momento de maior dificuldade da administração. “E começou um movimento no auge da crise. Isso magoou. Criou uma dissidência que abriu feridas difíceis de cicatrizar ao fazer uma campanha que agride companheiros nossos do interior”, afirmou.

Defensor fiel e solidário da presidenta Dilma Rousseff, Pezão não esconde que está amuado com a sigla fluminense. Lindbergh comandou o desmonte da aliança com o PMDB no Rio e voltou a atirar pedras contra Cabral, de quem Pezão foi vice nos últimos sete anos — mesma tática que o petista adotou há quatro anos, quando tentou sair candidato ao governo. “Não sou contra candidatura de ninguém, acho natural o PT apresentar uma candidatura”, disse Pezão no programa da TViG.

Apesar do gesto do PT prejudicar a aliança com o PMDB no Rio, Pezão garante que não há abalo no apoio a Dilma por parte do ex-governador Sérgio Cabral, do prefeito Eduardo Paes, dele próprio e de boa parte dos prefeitos e deputados peemedebistas. “O que vejo são intrigas”, observou.

Com isso, o governador tenta minimizar os efeitos do movimento criado pelo presidente regional do PMDB, Jorge Picciani, em apoio ao presidenciável tucano Aécio Neves. Pezão prometeu não esconder o amigo Cabral durante a campanha à reeleição, apesar de o ex-governador ter deixado o Palácio Guanabara chamuscado por uma sucessão de crises de imagem. “Fidelidade e generosidade não prescrevem”, disse Pezão. “Não preciso esconder ninguém. Não contem comigo para fazer um papel desses. Cabral fez um governo brilhante”, afirmou.

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