Protestos na estreia do Maracanã

Houve manifestação na Tijuca e em Vila Isabel, onde uma agência da Caixa Econômica foi atacada e lixeira quebradas

Por O Dia

Rio - Manifestantes e policiais do Batalhão de Choque voltaram a se enfrentar, ontem à noite, nas ruas da Tijuca e de Vila Isabel, em mais um protesto contra os gastos com a Copa do Mundo. Na confusão, lixeiras foram quebradas e três agências bancárias tiveram as portas de vidro quebradas. Um integrante do Coletivo Mariachi se feriu e foi levado para a UPA da Tijuca.

Protesto iniciado na Tijuca chegou à Vila IsabelAlexandre Vieira / Agência O Dia

No fim da tarde, um grupo de ativistas e integrantes do black bloc saíram em passeata da Praça Saens Peña em direção ao estádio do Maracanã, uma hora antes da partida entre Argentina e Bósnia. Aproximadamente 200 pessoas fecharam uma das pistas da Rua Conde de Bonfim, ainda na Tijuca.

O ato era pacífico até que no caminho os manifestantes ocuparam pista da Avenida Maracanã, no sentido do estádio de futebol. Policiais reagiram e lançaram bombas de gás e de efeito moral sobre o grupo, que se dispersou, liberando a via.

Próximo ao Shopping Tijuca, manifestantes foram impedidos de avançar por policiais da tropa de choque que montaram bloqueio, evitando assim que os black blocs alcançassem a Praça Varhangen. No local, havia grande concentração de torcedores assistindo à partida nos bares da região.

Agências bancárias e lixeiras foram quebradas durante manifestação desse domingoAngélica Fernandes / Agência O Dia

O grupo de ativistas tentava chegar ao Maracanã, por ruas internas para fugir do cerco policial. Foram parados por bloqueio na Rua Prof. Manoel de Abreu. O Choque jogou bombas em direção aos manifestantes. Parte do grupo seguiu pela 28 de Setembro, em Vila Isabel, destruindo lixeiras e vidros de uma agência da Caixa. Um homem armado de pistola saiu de um carro e atirou para o alto.

Com medo, donos de bares fecharam as portas. No restaurante Capelinha, 30 clientes deixaram o local. “Eles podem quebrar tudo. No dia em que mais poderíamos faturar acontece isso”, queixou-se um empregado.

Professor faz ato pacífico

Cerca de 30 professores das redes estadual e municipal protestaram ontem de forma pacífica em frente ao Copacabana Palace, na Avenida Atlântica. Com palavras de ordem, faixas e panfletos bilíngues, em português e inglês, os manifestantes ocuparam o local por quase uma hora. A PM reforçou o policiamento mas não houve confronto.

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