Por felipe.martins

Rio - Faltam aproximadamente dois anos para as Olimpíadas no Rio. Mas a prefeitura já está preocupada com o caos em que pode se transformar o trânsito durante os Jogos. Por isso, o município decidiu contratar, por licitação, uma empresa para fazer o Plano Operacional de Transportes para 2016. Ao custo de R$ 7,5 milhões, a ganhadora da concorrência pública tem o desafio de criar um planejamento e soluções para que cariocas, turistas e atletas não fiquem presos em congestionamentos, que o sistema de ônibus funcione sem superlotação, mesmo se houver pane nas linhas do metrô e do trem, e que a cidade não pare nos dias de competições.

“Temos que conciliar o movimento gerado pelos jogos com o dia a dia da capital, para que a população não seja penalizada. As pessoas têm rotinas, têm que continuar trabalhando e vivendo. Então, é por isso que se está fazendo um plano”, explicou o diretor de Desenvolvimento da CET-Rio, Ricardo Lemos.

Uma das tarefas da empresa ganhadora será fazer pesquisas em 43 vias, como as avenidas Brasil,Presidente Vargas, Rio Branco, República do Chile, linhas Amarela e Vermelha, além do Túnel Rebouças e da Praia do Flamengo, para medir o volume de veículos que passam nestes locais. As informações serão colhidas sempre entre às 6 horas e 20 horas e vão ajudar a traçar planos de contingência. A antecipação do plano tem o objetivo também de identificar os pontos de saturação do transporte público — considerando o limite de seis pessoas por metro quadrado.

Pesquisa vai ouvir 2 mil cariocas

O comportamento do carioca que anda de carro ou usa transporte público e suas preferências também serão levados em consideração para a elaboração do planejamento. Pelo menos duas mil pessoas vão ser ouvidas em questionários sobre as rotinas e motivos pela escolha de determinados meios de transporte. As rotas mais usadas pela população também vão ser mapeadas. A empresa terá um ano para desenvolver o plano de transporte e seis meses para possíveis ajustes. Durante o estudo, serão consideradas, por exemplo, o VLT e o BRT Transolímpica, que estão em funcionamento em 2016.

O que se pretende é que, por aqui, não se repita a experiência de Londres, em 2012. Durante a Olimpíada, a capital britânica teve problemas de transporte. Mesmo com um levantamento feito sobre o que pretendiam fazer os moradores durante as competições na cidade, não foi possível impedir metrôs lotados e problemas de congestionamento. O trajeto entre a Vila Olímpica e o aeroporto se tornou uma verdadeira maratona, em alguns dias.

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