Por felipe.martins

Rio - No duelo entre o ‘Dilmão’ e o ‘Aezão’ em busca de apoio de prefeitos no estado, a presidenta Dilma Rousseff sai em larga vantagem no Grande Rio, que inclui a capital, Niterói, São Gonçalo e as 13 cidades da Baixada. Dessas últimas, pelo menos sete prometem trabalhar pela reeleição da petista — um prefeito ainda está em cima do muro e outros cinco juram apoio a Aécio Neves (PSDB). Ou seja, Dilma tem hoje como cabos eleitorais a maioria dos prefeitos dos municípios mais populosos da Baixada e a totalidade do resto do Grande Rio.

Juntas, essas cidades somam 67% dos eleitores de todo o estado. “Com certeza, a presidente tem maioria folgada dos eleitores do Rio. Os prefeitos dos maiores municípios a apóiam”, diz Alexandre Cardoso, prefeito do Duque Caxias, terceiro maior colégio eleitoral do estado.

Ele é um dos coordenadores do chamado movimento ‘Dilmão’, que preconiza o voto na presidenta e na candidatura à reeleição do governador Luiz Fernando Pezão. “O outro lado pode até ter um número maior de prefeitos, mas de municípios menores, com menos habitantes”, argumenta Cardoso.

A petista tem hoje a seu lado os prefeitos do Rio%2C de Niterói e de São Gonçalo%2C além de sete dos 13 municípios da Baixada FluminenseArte O Dia

Mentor do ‘Aezão’, o voto combinado em Aécio e Pezão, o presidente do PMDB do Rio, Jorge Picciani, desdenha do apoio da maioria de prefeitos da Baixada e a totalidade dos dirigentes das cidades do Grande Rio à campanha de Dilma. “Na verdade, nem sempre a questão do prefeito é o mais importante”, observa Picciani.

Segundo ele, há cidades em que o prefeito vai fazer campanha para a petista, mas o restante das forças políticas do município vai trabalhar pela eleição de Aécio. Cita o caso de Nova Iguaçu, quarto maior colégio eleitoral do estado, onde o prefeito Nelson Bornier promete manter-se fiel ao PMDB nacional e votar em Dilma. Mas o restante do partido, diz Picciani, está envolvido de corpo e alma com o ‘Aezão, incluindo o deputado federal Felipe Bornier e 27 vereadores do município.

Niterói é outro local em que, segundo Picciani, o prefeito (Rodrigo Neves, do PT) apoia Dilma, mas a maioria das forças políticas estaria com o tucano. “Acho que o Aécio vai ter uns 80% dos votos da população de Niterói”, aposta o cacique do PMDB.


?Aécio começa campanha pela Baixada

Não foi à toa que, diante da vantagem numérica dos apoios à reeleição da presidenta Dilma Rousseff, o candidato do PSDB à presidência, Aécio Neves, decidiu centrar forças de sua campanha no Rio. Na semana que vem, na quinta-feira, ele participa de caminhada pelo Centro de Queimados, na Praça dos Eucaliptos.

O presidente do PMDB do estado, Jorge Picciani, espera levar de cinco a 20 mil pessoas ao evento. “É preciso que o Aécio fique mais conhecido na Baixada”, afirma Picciani.

A campanha do tucano no Rio vai ganhar mais fôlego após a Copa do Mundo. A ideia é promover de 10 a 15 megaeventos com a participação do tucano nas 12 semanas antes das eleição de 5 de outubro.

“Não precisamos fazer churrasco para atrair os eleitores”, rebate o prefeito de Duque de Caxias, Alexandre Cardoso, numa alusão ao lançamento do ‘Aezão’, que contou com 1.600 lideranças políticas, no dia 5 de junho, numa churrascaria na Barra da Tijuca.

Ele cita a inauguração do Arco Metropolitano, prevista para terça-feira, como um evento da campanha de Dilma. A entrega da obra contará com a presença do candidato à reeleição e governador, Luiz Fernando Pezão. O candidato do PT ao governo, senador Lindbergh Farias, já avisou que não vai ao evento.

Reportagem de Eugênia Lopes

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