Por felipe.martins

Rio - O reajuste salarial concedido a delegados gerou insatisfações e desentendimentos dentro da instituição. Logo após a votação na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), quinta-feira, que garantiu a incorporação da Gratificação de Encargos Operacionais (Geop) de R$ 850 aos vencimentos, o clima esquentou em reunião na qual o chefe de Polícia Civil, Fernando Veloso, pediu a palavra. Um outro delegado teria discursado de forma mais ríspida contra Veloso, o que rendeu, ontem, um ato de desagravo na Cidade da Polícia a favor do chefe.

Para boa parte dos delegados, o aumento deveria ser equiparado ao de outras classes, girando em torno de 29,5%. E o descontentamento está relacionado à postura do chefe de Polícia durante as negociações. Entre os servidores, comenta-se que, diante da mobilização iniciada na segunda-feira, Veloso teria aceito, quinta-feira, a proposta do governo sem levar a discussão a seus subordinados.

“O Sindicato dos Delegados apresentou proposta que conferia tratamento similar com as demais carreiras jurídicas, com aumento de 29,5% em 12 vezes. Apesar do ínfimo impacto orçamentário de nossa proposta, o governo não teve sensibilidade e conferiu tratamento discriminatório aos delegados, gerando uma insatisfação”, disse o presidente do Sindelpol, Leonardo Affonso.

De acordo com a Chefia da Polícia Civil, o diálogo sempre esteve aberto com os representantes da categoria. Em nota, a assessoria de imprensa informou que, em todos os momentos nos quais foi procurada, a chefia recebeu a todos e encaminhou os pleitos ao governo. Ainda segundo a nota, a chefia entende as demandas da categoria, mas que, dentro das circunstâncias, o governo teria as atendido.

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