Pezão estuda trocar seu vice

Felipe Peixoto deverá ser substituído caso Carlos Lupi mantenha a candidatura ao Senado

Por felipe.martins , felipe.martins

Rio - A menos de 24 horas para o fim do registro das chapas ao governo do estado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), a coligação do governador e candidato à reeleição Luiz Fernando Pezão corre o risco de sofrer um revés político, com a saída do vice Felipe Peixoto (PDT). A chapa do candidato do PT ao governo, Lindberg Farias, também entrou em ebulição, com a ameaça do PCdoB em lançar candidato avulso ao Senado, no lugar de Romário (PSB).

A decisão de retirar Felipe Peixoto da chapa de Pezão será sacramentada hoje, caso o ex-ministro Carlos Lupi, do PDT, insista em manter sua candidatura avulsa ao Senado. A coligação de Pezão apoia Cesar Maia (DEM) para a vaga de senador.

Um dos nomes cotados para substituir Peixoto é a vereadora Rosa Fernandes, do Solidariedade, que recebeu 69 mil votos nas últimas eleições. Além de integrar a chapa majoritária, o Solidariedade, de Paulinho da Força Sindical, faz parte do grupo que apoia o candidato tucano à Presidência da República, Aécio Neves.

Sem conseguir atrair outros partidos%2C Crivella anunciou ontem sua chapa ao governo do Rio%2C formada apenas por nomes do próprio PRB Divulgação

Ainda durante o jogo da seleção brasileira, Rosa disse estar muito honrada com a indicação do seu nome, por representar o subúrbio do Rio de Janeiro. Mas, apesar de assegurar que está preparada para a “missão”, afirmou que só hoje haverá uma definição sobre a vaga de vice-governador na aliança majoritária do PMDB.

Já Carlos Lupi pediu respeito ao PDT e afirmou que não tem como apoiar o nome de Cesar Maia. “Eles estão fazendo a opção pelo atraso do atraso com o Cesar (Maia). O PDT vai seguir a sua coerência e apoiar a presidenta Dilma. Infelizmente, não acompanharemos a opção pelo DEM. O PDT está fora dessa manobra”, alegou Lupi.

SUPLÊNCIA

No fim da tarde de ontem, o PCdoB divulgou nota anunciando que também lançará candidato avulso ao Senado, caso a aliança PT/PSB/PV e do PCdoB não confirme ao partido a primeira suplência ao Senado. Romário é o titular da disputa, depois de aliança feita por Lindberg com o PSB do presidenciável Eduardo Campos.

“Nem todo mundo tem a grandeza política. Nós abrimos mão na chapa majoritária duas vezes para manter a unidade das esquerdas”, afirmou a deputada Jandira Feghali (PC do B). Antes da aliança com o PSB, ela era cotada para ser a candidata ao Senado.Jandira garantiu ontem que se o impasse não for resolvido, o PCdoB lançará um nome ao Senado.

Isolado, Marcelo Crivella fecha chapa puro-sangue ao governo do estado

Sem aliados, o senador Marcelo Crivella, candidato ao Palácio Guanabara, anunciou ontem o vice e o candidato ao Senado do PRB: o general de divisão José Alberto da Costa Abreu e o diplomata Sebastião Neves, respectivamente.

Como primeiro suplente de senador, o escolhido foi o coronel Paulo César Amendola que,segundo denúncia do Projeto Brasil Nunca Mais, teria sido torturador durante a ditadura.

Com uma chapa puro-sangue, Crivella terá pouco mais de um minuto de tempo na propaganda eleitoral gratuita de TV. O candidato afirmou que ainda espera fechar uma aliança com o Partido da Pátria Livre (PPL). O registro das candidaturas termina hoje às 19h no TRE.

Crivella admitiu que conversou sobre alianças com o PSB de Romário e do presidenciável Eduardo Campos e com o PT de Lindberg Farias.

Após faltar ao anúncio do candidato a vice do PR, de Anthony Garotinho, na quinta-feira, o deputado Hugo Leal (Pros), desistiu oficialmente de concorrer ao Senado. No seu lugar, entra a deputada federal Liliam Sá, na aliança Pros/PR.

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