Pastor rejeitado pelo Psol do Rio registra candidatura no TRE

Pivô de uma crise entre a direção do Rio e o comando nacional do Psol, religioso é acusado de ser aliado de Silas Malafaia

Por felipe.martins , felipe.martins

Rio - A ‘guerra santa’ entre a direção estadual e o comando nacional do Psol está declarada. Com o apoio da deputada estadual Janira Rocha, e contrariando decisão do Diretório do Rio, o pastor Jeferson Barros fez ontem inscrição individual no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para concorrer a deputado federal. Há 20 dias, a Executiva regional do partido negara legenda a ele, sob alegação de que não estaria de acordo com princípios do Psol.

Integrante da Assembleia de Deus do Ministério Parque Anchieta, Barros recorreu à Executiva Nacional, que, há dez dias, aprovou sua candidatura à Câmara Federal. Na época, o presidente nacional do Psol, Luiz Araújo, disse que as provas apresentadas contra Barros eram fracas. “Nada se provou. Acusam-no de muita coisa sem comprovação alguma”, disse.

Já a Executiva Regional informa que 86% dos delegados aprovaram não conceder a candidatura ao pastor e que essa decisão é soberana. Um documento assinado por 700 filiados, entre eles as principais estrelas do partido, o deputado estadual Marcelo Freixo e dos deputados federais Chico Alencar e Jean Wyllys, acusa Barros de homofobia, de ser ligado ao pastor Silas Malafaia e de querer fazer do partido “trampolim para a formação de outro” partido, anunciado no ano passado pelo deputado Domingos Brazão, do PMDB.

Como pano de fundo da briga está a possibilidade de Barros conseguir se eleger e ficar com uma das vagas hoje ocupadas por Chico ou Jean Wyllys. Segundo a deputada Janira, “o tempo de caças às bruxas já passou”.

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