Por felipe.martins

Rio - Esta quarta-feira é o último dia para o registro de candidatura individual de postulantes a cargos de deputado estadual e federal no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O recurso serve para os partidos completarem as listas proporcionais e, principalmente, para preencher o requisito legal de que 30% das vagas sejam destinadas às mulheres.

“Apesar de a legislação determinar que haja 30% de vagas para as mulheres, é difícil encontrar candidatas, pois o meio político é predominante masculino”, diz a especialista em Direito Eleitoral Ericka Gavinho. Segundo a advogada, caso as legendas ou coligações não atinjam a proporcionalidade — 70% e 30% —, o partido é obrigado a reduzir o número de candidatos masculinos para a conta fechar.

Preocupado com a questão, o Pros apresentou poucos nomes à coligação com o PR. “É realidade. Existe essa dificuldade. Assim, apresentamos poucos nomes na chapa. Apenas 10 para federal, sendo sete homens e três mulheres”, conta o presidente do Pros no Rio, deputado federal Hugo Leal.

“Não é fácil. Os partidos só incluem as mulheres para cumprir a lei. Depois, não dão espaço nem na TV”, explica a deputada federal Jandira Feghali, do PCdoB.

Conforme a parlamentar, seu partido consegue atingir a proporcionalidade devido ao trabalho junto aos sindicatos e às lideranças comunitárias, onde o exercício da atividade política é maior. “Mas, na vida real, a mulher é muito sobrecarregada. Tem os filhos, a jornada dupla”, enumera Jandira.

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