Por felipe.martins
Publicado 12/07/2014 02:57

Rio - O governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) disse na sexta-feira que traficantes estariam pressionando moradores de comunidades a não votar nele por conta de sua política de implantação de UPPs. A declaração foi feita após reunião com mais de 200 líderes comunitários, em um hotel do Centro do Rio.“Sei que vocês estão sofrendo pressão para não me apoiar, mas nada disso me amedronta. Pelo contrário: me faz redobrar a vontade de trabalhar”, disse Pezão, depois de pedir um “crédito de confiança” aos moradores.

Após a reunião, o governador declarou ao DIA que as ameaças citadas estariam partindo do tráfico. “O tráfico reage contra a minha candidatura por causa das UPPs. Tem pessoas que não querem esse avanço da paz. Mas vamos continuar a persistir em levá-la para todo o território. Esse é o segredo”, disse, acrescentando que, se eleito, levará levará UPPs para a Zona Oeste, Baixada e São Gonçalo.

Pezão se reuniu na sexta com lideranças de comunidades pacificadasDivulgação

Pezão foi aplaudido por líderes comunitários ao ressaltar a aliança com a presidenta Dilma, mas ouviu críticas quando abriu o debate para necessidades da comunidade. Marquinho Balão, do Complexo do Alemão, disse que as obras do PAC estão caindo aos pedaços em sua região porque foram feitas “com material de péssima categoria”.

“O Alemão está destruído, assim como as outras comunidades. Casas, ruas e vilas construídas já estão quebradas. Falta saneamento também”, criticou.O presidente da Associação de Moradores da Grota, também no complexo, lembrou de obras de encostas não feitas. “Se chover forte, tudo desabará. Caso o governo não faça nada, teremos mais um Morro do Bumba”, disse, lembrando o caso da comunidade de Niterói, que desabou em 2010, causando a morte de 168 pessoas.

O presidente das Associações de Moradores do Complexo do Lins, Jorge Conlins, sugeriu ao governador a criação de uma secretaria especial para jovens, que estariam abandonados. “Mesmo com as UPPs, eles estão entrando para o tráfico, pois não recebem assistência para seguir outro caminho”, disse. Ao DIA, Pezão afirmou que já tem um programa de assistência, com empréstimos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), para capacitar jovens de comunidades pacificadas.

Você pode gostar

Publicidade

Últimas notícias