Por felipe.martins
Publicado 12/07/2014 01:24 | Atualizado 12/07/2014 01:24

RIo - Eles invadiram o Rio. Uma multidão de hermanos já está na cidade para acompanhar a final da Copa do Mundo. Os espaços destinados a quem veio de carro — Terreirão do Samba e Sambódromo — estão lotados. Sem contar quem está nos hotéis e ainda estacionados na orla.

A concentração de argentinos no Sambódromo já é tão grande que alguns visitantes, como o comerciante Gustavo Bernengo, de Buenos Aires, até sugeriram mudar o nome do local para ‘Argentinódromo’. Vindo de São Paulo, onde assistiu à semifinal no Itaquerão, ele ironizou até o mau tempo na cidade. “Isso não é chuva, é o Cristo Redentor chorando porque o Brasil está fora da final”, brincou Gustavo.

São tantos argentinos no Sambódromo que eles já sugeriram a troca do nome para ‘Argentinódromo’Estefan Radovicz / Agência O Dia

Muitos deles sequer sabem quando irão embora. Mas a prefeitura já avisou: as áreas municipais estarão disponíveis até quarta-feira. Depois disso, nossos vizinhos terão que pegar o caminho da roça.

Os argentinos chegaram ao Brasil com diversos tipos de motorhomes e ônibus, como é o caso do motorista Luis Antonio Sache, de 51 anos. Ele e mais dez amigos ornamentaram um ônibus e o batizaram de ‘Mundial Andando’. Na parte de trás do veículo, foto de amigos e familiares que gostariam de ter vindo à Copa e não puderam.

Os alemães também estarão no Maracanã. A expectativa é que 20 mil germânicos estejam na cidade para acompanhar a final (8 mil no estádio). A festa será em um quiosque na Praia do Leme, ponto de encontros dos turistas, onde uma festa com telão e rodada grátis de chope está sendo organizada pelo consulado e Federação Alemã de Futebol.

Pilly (esq.) e amigos estão confiantes na vitória da Alemanha amanhã Estefan Radovicz / Agência O Dia

O engenheiro Pilly Scheufle, de 29 anos, de Stuttgart, já tem ingresso garantido. Ele e os amigos estão no Brasil há três semanas acompanhando a seleção. A esperança que estariam na final era tão grande que o grupo comprou passagens e reservou o hotel antes sair da Alemanha. “Acreditamos na nossa seleção”, disse.

Pilly e seus amigos foram solidários com os brasileiros. Contaram que sabem qual é a sensação de ser eliminado dentro de casa, se referindo à Copa de 2006. A última vez que ganharam o campeonato, em 1990, Pilly tinha 5 anos, e não se recorda como foi. Mas para agradecer a receptividade brasileira, os alemães fizeram uma promessa. “Ganhamos de vocês (Brasil) de 7. Então vamos vencer da Argentina de 8”, brincou.

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