Manifestantes se reúnem na Tijuca para protestar contra a Copa do Mundo

Objetivo do protesto é chegar ao estádio do Maracanã, onde Argentina e Alemanha se enfrentam mais tarde

Por O Dia

Rio -  Um grupo de manifestantes que diz integrar o coletivo "Copa na Rua" se concentrou na Praça Afonso Pena, na Tijuca, para protestar contra os gastos do governo na Copa do Mundo, na manhã deste domingo. Por volta das 11h, havia cerca de 70 pessoas no local. Eles pretendiam seguir até o estádio do Maracanã, onde mais tarde entrarão em campo as seleções da Argentina e Alemanha, em jogo pela final da Copa do Mundo.

A manifestação é composta por integrantes do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais em Saúde e Previdência (Sindisprev), do Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino - RJ e por professores grevistas da rede municipal de ensino. Eron de Melo, o já conhecido "Batman das manifestações", também está no local. O grupo partiu ao meio dia da Praça Afonso Pena, em direção à Praça Saens Peña, onde esperam se juntar a outros manifestantes e, só então, seguir para o estádio.

Os manifestantes carregam faixas com frases contra os gastos da Copa e um boneco como representação de Eduardo Paes com a camisa da Argentina, em alusão à história de que o prefeito se "mataria" caso os argentinos vencessem a Copa.

Manifestantes fazem passeata contra a Copa%2C na TijucaSeverino Silva / Agência O Dia

"Libertem os presos políticos. Ditadura nunca mais"

O grupo, que ao meio dia já era composto por 100 pessoas, saiu da Praça Afonso Pena em direção à Praça Saens Peña. Os manifestantes seguiram pela Rua Dr. Satamini, que chegou a ser parcialmente interditada, segundo o Centro de Operações da Prefeitura do Rio. Militantes do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) também se uniram à multidão. Entre eles estava o vereador Renato Cinco, do PSOL. 

Ao chegar à Praça Saens Peña, os manifestantes devem se unir a integrantes da Frente Independente Popular (FIP) e seguir rumo ao estádio do Maracanã. Os integrantes do protesto também carregam uma faixa preta, com os dizeres em letras brancas: "Libertem os presos políticos. Ditadura nunca mais", uma referência aos manifestantes presos neste sábado em operação da Polícia Civil, onde 17 pessoas foram presas, inclusive a ativista Eliza Quadros Pinto Sanzi, conhecida como Sininho. Um contingente de 290 polícia militares acompanhou o protesto pela Rua Dr. Satamini.

Quando os manifestantes chegaram na Praça Saens Peña, foram recebidos por aproximadamente 500 policiais e homens do Batalhão de Choque. O protesto, no entanto, seguia pacífico na tarde deste domingo. 



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