Protesto na Tijuca registra confusão

Manifestantes foram cercados pela Polícia na Rua Conde de Bonfim, próximo à Praça Saens Peña

Por O Dia

Rio - Homens do Batalhão de Choque da Polícia Militar lançaram bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo contra manifestantes que realizavam protesto na Tijuca, próximo à Praça Saens Peña, na tarde deste domingo. O grupo de aproximadamente 300 pessoas foi cercado por um cordão de isolamento formado pelos policiais militares quando tentava seguir em passeata pela Rua Conde de Bonfim, uma das principais vias do bairro, na Zona Norte. Um homem vestido com uma blusa da argentina teria sido preso na Rua Pinto de Figueiredo ao tentar furar o bloqueio dos agentes.

Protesto na Tijuca tem correria e uma pessoa presa

A Polícia Militar permanece no local com, aproximadamente, 1.500 homens. Segundo o Centro de Operações da Prefeitura, a Rua Conde de Bonfim permanece interditada, nesta tarde, em ambos os sentidos. O trânsito tem retenções na região e os motoristas devem evitar circular pelo local. 

Protesto seguia pacífico até chegar à Saens Peña

O grupo de manifestantes que dizia integrar o coletivo "Copa na Rua" se concentrou na Praça Afonso Pena, na Tijuca, para protestar contra os gastos do governo na Copa do Mundo, na manhã deste domingo. Por volta das 11h, havia cerca de 70 pessoas no local. Eles pretendiam seguir até o estádio do Maracanã, onde mais tarde entraram em campo as seleções da Argentina e Alemanha, em jogo pela final da Copa do Mundo.

Homem com a blusa da Argentina é preso em protesto na TijucaAlessandro Buzas / Agência O Dia

A manifestação  era composta por integrantes do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais em Saúde e Previdência (Sindisprev), do Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino - RJ e por professores grevistas da rede municipal de ensino. Eron de Melo, o já conhecido "Batman das manifestações", também estava no local. O grupo partiu ao meio dia da Praça Afonso Pena, em direção à Praça Saens Peña, onde esperavam se juntar a outros manifestantes e, só então, seguir para o estádio.

Os manifestantes carregavam faixas com frases em protesto contra os gastos da Copa e um boneco como representação de Eduardo Paes com a camisa da Argentina, em alusão à história de que o prefeito se "mataria" caso os argentinos vencessem a Copa.

"Libertem os presos políticos. Ditadura nunca mais"

O grupo, que ao meio dia já era composto por 100 pessoas, saiu da Praça Afonso Pena em direção à Praça Saens Peña. Os manifestantes seguiram pela Rua Dr. Satamini, que chegou a ser parcialmente interditada, segundo o Centro de Operações da Prefeitura do Rio. Militantes do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) também se uniram ao grupo. Entre eles estava o vereador Renato Cinco, do PSOL.

Ao chegar à Praça Saens Peña, os manifestantes se juntaram a integrantes da Frente Independente Popular (FIP). Os integrantes do protesto também carregavam uma faixa preta com os dizeres em letras brancas: "Libertem os presos políticos. Ditadura nunca mais", uma referência aos manifestantes presos neste sábado em operação da Polícia Civil, onde 17 pessoas foram presas, inclusive a ativista Eliza Quadros Pinto Sanzi, conhecida como Sininho. Outras nove pessoas que não tiveram os mandados de prisão cumpridos são consideradas foragidas pela Polícia. Naquele momento, um contingente de 290 polícia militares acompanhou o protesto pela Rua Dr. Satamini.

Quando os manifestantes chegaram à Praça Saens Peña, foram recebidos por aproximadamente 500 policiais e homens do Batalhão de Choque. 


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