Rio - O presidente do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), José Leôncio de Andrade Feitosa, e mais nove funcionários do hospital foram indiciados por homicídio doloso pela morte do fotógrafo Luiz Cláudio Marigo, de 63 anos, no dia 2 de junho. Conforme mostrou o Bom Dia Rio, a Polícia Civil concluiu o inquérito sobre o caso e que será entregue nesta segunda-feira ao Ministério Público do Rio.
O fotógrafo faleceu dentro de um ônibus, em Laranjeiras, na Zona Sul, em frente ao instituto. Câmeras de segurança do coletivo mostraram que Luiz Cláudio caiu no chão após ter uma parada cardíuaca dentro do veículo. O motorista decidiu parar em frente à unidade de saúde, mas testemunhas relataram que houve omissão de socorro na porta do hospital.
Responsável pelo inquérito, o delegado Roberto Gomes Nunes, da 9ª DP (Catete), afirmou que os funcionários que ficavam na porta da unidade, como seguranças, tinham ordens para fazer uma triagem. "Eles confessaram que já foram até repreendidos quando fizeram atendimento”, declarou ele.
Ainda de acordo com o delegado, uma testemunha chegoua dizer, em depoimento, que ao pedir socorro ouviu de um segurança “Nós não damos atendimento, liga para o Samu”.
O fotógrafo só foi atendido 13 minutos depois de sofrer a parada cardíaca por paramédicos da prefeitura que saíam do hospital. A equipe entrou no ônibus e pouco tempo depois, a Defesa Civil também apareceu.