Ex- empresário do jogador Denilson é suspeito de integrar máfia de ingressos

Vianna está sendo ouvido nesta quinta-feira; Polícia acredita que ele seja braço direito de Fofana no Brasil

Por O Dia

Rio - O ex-empresário do jogador Denilson, Luiz Antônio Vianna de Souza, está prestando depoimento na 18ª DP (Praça da Bandeira), nesta quinta-feira, conforme mostrou a GloboNews. De acordo com a polícia, ele é suspeito de envolvimento no caso da venda ilegal de ingressos da Copa do Mundo, e de ser o braço direito no Brasil do franco-argelino Mohamadou Lamine Fofana, chefe da quadrilha de cambistas. 

A polícia conseguiu chegar até Vianna por meio de escutas telefônicas que revelaram mais de 700 ligações do empresário com Fofana. Ele negociava ingressos VIP no país, e que viriam diretamente do franco-argelino. 

De acordo com as investigações, Vianna teria organizado eventos para Fofana, com a participação de ex-jogadores. Vianna continua na delegacia, onde está sendo ouvido por mais de duas horas. 

Justiça nega habeas corpus à Whelan

Nesta quarta-feira, a Justiça do Rio negou o pedido de habeas corpus para o CEO da Match, o inglês Raymond Whelan. O pedido foi feito assim que o executivo se apresentou à Justiça do Rio, na segunda-feira. Ele estava foragido há três dias, desde quando deixou o hotel Copacabana Palace, no momento em que policiais civis tentavam cumprir mandado de prisão expedido contra o inglês.

O advogado do inglês, Fernando Fernandes, é ainda suspeito de ter facilitado a fuga do executivo. Nesta terça-feira, o delegado Fábio Baruck, da 18ª DP (Praça da Bandeira), informou que Fernandes será indiciado por favorecimento pessoal ao seu cliente. Ele foi intimado para comparecer nesta quarta-feira à unidade, mas não se apresentou para prestar depoimento. Segundo Baruck, o inquérito será encaminhado à Justiça sem o depoimento do advogado.

De acordo com a polícia, as imagens de câmeras de segurança do hotel mostram os dois na área de funcionários do Copacabana Palace, e Fernandes orientando Whelan. O inglês conseguiu escapar minutos antes de os policiais chegarem para cumprir o mandado.

O advogado negou ter conhecimento do mandado de prisão no momento em que deixou o hotel com Whelan. Ele afirmou ainda que saiu de lá para uma reunião com o cliente, sendo informado sobre o mandado depois.

Últimas de Rio De Janeiro