PMs que agrediram ativistas e repórteres são afastados das ruas

Vídeo pode incriminar outros policiais, até os que foram coniventes

Por O Dia

Rio - Os quatro policiais militares que estão presos no Batalhão de Policiamento de Grandes Eventos (BPGE), acusados de agredir jornalistas e manifestantes que protestavam contra a Copa do Mundo no domingo, na Praça Saens Peña, na Tijuca, estão proibidos de voltar a atuar nas ruas, até que sejam concluídos os três inquéritos (IPMs) abertos pela corporação para apurar a conduta deles naquele dia.

Segundo nota da Polícia Militar, os soldados Carlos Henrique Ferreira, que teria agredido o cinegrafista canadense Jason O’Hara; Cristiano Ximenes, que teria roubado a câmera GoPro, que estava no capacete de O’Hara; Jair Portilho Jr., acusado de agredir fotógrafo; e Rogério Costa de Oliveira, que chutou e assediou sexualmente a artista plástica Aline Campbell, vão trabalhar internamente no BPGE, após cumprirem a prisão administrativa de 72 horas.

A 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar e a Corregedoria tentam ainda identificar outros PMs que, em um vídeo de celular, mostra policiais usando gás de pimenta, correndo atrás e agredindo pessoas dentro da estação do Metrô Saens Peña. Pelo menos dez policiais que participaram das ações já teriam prestado depoimento. A prisão administrativa deles pode ser decretada.

PMs que não participaram de agressões, mas foram coniventes com colegas agressores, também podem ser penalizados.

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