OAB lamenta morte de advogado em delegacia e pede solução para o caso

Sílvio Cesar foi encontrado morto dentro de uma cela, com a camisa no pescoço. Corpo foi enterrado neste domingo

Por O Dia

Rio - A Polícia Civil abriu sindicância para apurar as circunstâncias da morte de Sílvio César de Lucena, de 47 anos, cujo corpo foi encontrado na madrugada de sábado na 32ª DP (Taquara). O advogado havia sido detido na noite de sexta-feira, após ser abordado numa blitz, e foi acusado de desacatar os policiais militares que o levaram para a delegacia. O homem teria ficado em uma cela sem janelas. A OAB lamentou a morte e pediu que a Polícia Civil esclareça o caso o mais rápido possível.

O corpo de Sílvio foi enterrado neste domingo, no Cemitério Nossa Senhora de Belém, no bairro Corte 8, em Duque de Caxias, sob protestos da família. “Ele estava bem. Meu irmão não tentaria se matar, mas a polícia diz que ele se enforcou com a camisa. Isso é impossível”, afirmou a irmã dele, Maria José de Lucena, 60.

Sílvio Lucerna no dia da formaturaÁlbum de família

Segundo ela, na sexta-feira, Sílvio teria pedido para comprar um DVD para a mãe e estava feliz. “Ele ia viajar para Los Angeles (EUA) com a namorada, estava curtindo a vida!”. Antônio de Lucena, 63, outro irmão de Sílvio, era um dos mais abatidos. “Hoje é meu aniversário e estou enterrando meu irmão.”

A Polícia Civil informou, em nota, que agentes estavam registrando o flagrante e ouvindo as partes envolvidas. Quando foram à sala de custódia buscar Sílvio para prestar depoimento, viram que ele estava desacordado. O Samu foi acionado, mas ele já estava morto. A perícia foi realizada no local, e todos os policiais e atendentes de plantão foram ouvidos. O laudo do IML sobre a causa da morte tem previsão de 15 a 30 dias para ficar pronto.

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