Por thiago.antunes

Rio - As últimas pesquisas eleitorais para o Senado apontaram uma surpresa: o professor Eduardo Serra, do PCB, aparece em terceiro lugar, com 7% das intenções de voto. Mesmo sem coligações ou alianças, ele aparece atrás apenas de Romário (PSB) e Cesar Maia (DEM), e à frente de nomes como a deputada federal Liliam Sá (PROS) e o ex-ministro Carlos Lupi (PDT).

Para Eduardo Serra%2C o Brasil é capaz de reinventar o socialismoUanderson Fernandes / Agência O Dia

“Acho que o eleitorado mais progressista e de esquerda está procurando uma alternativa a Romário e Cesar Maia, e identificou na minha candidatura este perfil. Ainda bem, porque é isso mesmo”, argumentou Eduardo Serra, de 58 anos, engenheiro e professor da UFRJ, onde se formou, fez mestrado e doutorado. Eduardo Serra teria hoje mais de 800 mil votos, muito além dos 11 mil que conquistou em 2010, quando se candidatou a governador.

O discurso a que ele se refere é de mudança, mas sem raiva. Num tom sereno, garante que o comunismo é a proposta mais generosa surgida no mundo. E acredita que o Brasil é capaz de reconstruir este sonho através do socialismo. “Não queremos fazer do Brasil a União Soviética, ou fechar empresas e tomar a casa de Teresópolis de ninguém. Queremos o desenvolvimentismo. Aliado a experiências que deram certo como pleno emprego, saúde e educação universal”, resumiu.

A boa colocação de Eduardo Serra nas pesquisas fez com que muita gente fizesse uma associação imediata ao ex-governador paulista José Serra, candidato do PSDB ao Senado por São Paulo. “Pode ser uma confusão. Mas acho que pode ser, sim, uma identificação do eleitor com uma alternativa a Romário e Cesar Maia”, disse o presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro. Chamado de Edu entre amigos, ele diz que a única semelhança que tem com o candidato tucano é o sobrenome. “Ainda bem. Que isso fique claro .”

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