Por felipe.martins

Rio - Uma semana após a interdição da Avenida Rodrigues Alves, passageiros do transporte público e motoristas de carros particulares continuam perdidos na Zona Portuária, em meio à confusão do trânsito. Na busca por orientações, os agentes de tráfego e guardas municipais parecem não dar conta e até os funcionários da CET-Rio que circulam de moto são abordados por quem está perdido.

“Vim de Laranjeiras pelo viaduto 31 de Março para seguir para Tijuca e estou rodando. As placas não ajudam, só tem uns cones que confundem e não há gente para informar por boa parte do caminho”, relatou o radialista Victor Quaresma, de 33 anos, que desceu do carro para perguntar a um agente que estava na frente da Rodoviária Novo Rio.

Motorista perdido sai do carro para pedir informação a um guarda municipal no entorno da rodoviáriaEstefan Radovicz / Agência O Dia

A tentativa de utilizar o transporte público também era motivo de queixas. “Agora vou ter que andar daqui da rodoviária até a Leopoldina para pegar um ônibus para Realengo. É muito desrespeito”, indignou-se a dona de casa Kelly Cristina, de 39 anos.

A aposentada Aparecida Coelho Teixeira, 78, andou da Brasil, na altura do Into, à Rodrigues Alves para descobrir que deveria caminhar mais. “Devia ter mais agentes de informação na rua. Não vi ninguém. Deu vontade até de chorar. É muito difícil andar isso tudo”, reclamou.

A prefeitura informou que avalia a demanda por reforço na sinalização. Além disso, alega que 50 agentes auxiliam passageiros até o fim da próxima semana. Para motoristas, são 120 funcionários da CET-Rio e Guarda Municipal. A Cdurp, responsável pela renovação do Porto, acrescentou que ajustes já feitos melhoraram o trânsito na área.

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