Por thiago.antunes
Publicado 12/08/2014 00:34 | Atualizado 12/08/2014 17:48

Rio - O menino Zaqueu Leonardo de Oliveira da Conceição, de apenas 5 anos, foi atingido na cabeça e no olho por uma garrafa de cerveja jogada contra o ônibus em que estava com a mãe e os irmãos, no sábado à noite, na Penha. A criança teve que peregrinar com a família por unidades de saúde da Zona Norte para conseguir atendimento.

Segundo a mãe, Amanda Cristina de Oliveira da Conceição, de 26 anos, ela e os quatro filhos voltavam de um passeio quando um pedestre, enfurecido pelo fato de o motorista do ônibus 679 (Grotão-Méier) não ter parado no ponto, jogou a garrafa contra o veículo e atingiu o garoto, que estava sentado ao lado da janela.

Amanda e Zaqueu%3A ‘Na hora de dormir%2C ele treme%2C não quer ficar sozinho’Carlos Moraes / Agência O Dia

“Fomos à UPA do Alemão e ao (Hospital) Getúlio Vargas, mas não havia oftalmologista”, contou ela, que só encontrou um especialista no Salgado Filho, quase uma hora depois do incidente. “O motorista não queria socorrer meu filho. Dizia que ia chegar em casa muito tarde, que ia dormir na casinha do cachorro”, contou a mãe.

A preocupação de Amanda não terminou com o atendimento a Zaqueu. Segundo ela, o Salgado Filho não teria limpado os machucados do menino, que ainda estaria sentindo muitas dores. “Eu quero ajuda porque ele está todo machucado, não come direito, não ri. Na hora de dormir, ele treme, não quer ficar sozinho.”

Segundo ela, a Viação Nossa Senhora de Lourdes, responsável pela linha 679, não teria dado nenhum auxílio. O superintendente da empresa, que se identificou como Bruno Fortes, negou: “O que aconteceu foi um fortuito externo, mesmo assim estou de portas abertas para dar todo o suporte. Ela precisa dizer o que o menino precisa e apresentar as notas.”

O funcionário da empresa disse ainda que teria as filmagens do ônibus para provar que ninguém fez sinal no ponto, mas forneceria as imagens apenas para a polícia. Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde, responsável pela UPA, afirmou que as unidades não trabalham com médicos especialistas, mas que fazem o primeiro atendimento. O Hospital Getúlio Vargas informou que não possui oftalmologistas durante a noite. O caso foi registrado na 44ª DP (Inhaúma), que o repassou para o Juizado Especial Criminal.

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