'Bonde' mata dono de padaria, executa traficante rival e fere dois em Japeri

Comerciante conhecido como Mário da Padaria foi assassinado por quadrilha, que em seguida executou chefe do tráfico de drogas de facção rival

Por marcello.victor

Rio - O dono de uma padaria e um traficante foram mortos por grupo de cerca de 13 bandidos fortemente armados, na noite desta segunda-feira, em Engenheiro Pedreira, Japeri, na Baixada Fluminense. Outros dois suspeitos de tráfico de drogas foram baleados e estão internados no Hospital da Posse, em Nova Iguaçu. A polícia ainda não sabe a motivação da morte do comerciante.

De acordo com policiais do 24º BPM (Queimados), por volta das 21h40, três homens num Siena e outros dez divididos em cinco motos, da facção criminosa Comando Vermelho (CV) pararam em frente a padaria de Mário Ramalho, de 47 anos, conhecido como Mário da Padaria, na esquina das ruas Pinaré e Macapá, que ainda funcionava. O grupo abriu fogo contra o dono e o estabelecimento. Em seguida, os bandidos ainda tentaram incendiar a loja, fugindo em seguida.

Mário chegou a ser socorrido e levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Queimados, mas não resistiu. Segundo testemunhas, a quadrilha portava pelo menos três fuzis e várias pistolas. Parte da loja foi atingida pela chamas.

Após o ataque no Delamare, os 13 bandidos seguiram nos veículos, cruzando o município por cerca de 12 quilômetros, em direção a comunidade da Chacrinha, no bairro de mesmo nome, também em Japeri. O local tem os pontos de venda de drogas dominados pelos rivais da facção criminosa Terceiro Comando (TC).

Na Rua São Sebastião, o grupo executou a tiros Jonas de Ávila Pereira, de 30 anos. Segundo PMs do 24º BPM, ele era o chefe do tráfico local e tinha antecedentes criminais por roubo e furto. Carlos Jacarandá Fernandes, 35, e Lucas da Silva Alves, 26, foram baleados e estão internados no Hospital da Posse. A PM afirma que eles estavam juntos com Jonas e fazem parte da quadrilha.

Policiais da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) periciaram a padaria, assumiram as investigações. Segundo um PM, Mario da Padaria era amigo de policiais, que costumavam frequentar o estabelecimento. A Polícia Civil investiga se o crime teria sido motivado por represália de traficantes a aproximação da vítima com PMs.

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