As opções do PSB

A possibilidade de Marina Silva ocupar a vaga de Eduardo Campos na disputa eleitoral não é consensual no partido

Por thiago.antunes

Rio - A possibilidade de Marina Silva ocupar a vaga de Eduardo Campos na disputa pela Presidência não é consensual no PSB. Ontem, alguns políticos falavam até em convencer Renata Campos, viúva do ex-governador pernambucano, a assumir a candidatura à Presidência. Ela se filiou ao partido em 1991.

O maior problema é que Marina, vice na chapa que era encabeçada por Campos, entrou para o PSB porque não conseguiu legalizar seu partido, a Rede Sustentabilidade. Ela continua empenhada em criar a nova legenda.

Sem padrinho

A relação da ex-senadora com dirigentes do PSB é complicada — Campos era praticamente seu único fiador no partido.

Conflito em São Paulo

Marina criou situações delicadas para o PSB. Atraiu a ira dos grandes produtores rurais e manifestou-se contra a aliança com o PSDB em São Paulo, que acabaria aprovada — o partido indicou o deputado Márcio França para candidato a vice do governador Geraldo Alckmin, que tenta a reeleição.

Sem opções

O problema do PSB é justificar a não promoção de Marina, o partido não tem um nome de peso para substituir Campos. Daí a possibilidade de lançamento de Renata, que se beneficiaria da comoção gerada pela tragédia. Ela não tem carreira política, mas sempre influenciou as atitudes do marido.

Medo petista

O PT teme que o PSB se aproxime mais do PSDB. Lula, amigo de Campos, contava com seu apoio a Dilma Rousseff num eventual segundo turno entre ela e Aécio Neves.

Novo presidente

Com a morte de Campos, Roberto Amaral assumirá a presidência nacional do PSB. Ele foi ministro no primeiro governo Lula.

Clique na imagem para ampliá-laReprodução Internet

Notificação publicada no site da Aeronáutica alerta pilotos que entre 11 e 30 de agosto haveria voos de VANTs (veículos aéreos não tripulados) no entorno da Base de Santos, onde deveria ter pousado o avião que levava Campos.

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