Luiz Antonio chega na sede da Draco para prestar depoimento

Jogador do Flamengo está sendo investigado por conta de uma suposta ligação com a milícia

Por paulo.gomes

Luiz Antonio%2C jogador do Flamengo%2C chega na sede da Draco para prestar depoimento. Ele é suspeito de envolvimento com a milíciaCarlos Moraes / Agência O Dia

Rio - O jogador do Flamengo Luiz Antonio chegou por volta das 13h50 desta sexta-feira na sede da Delegacia de Repressão as Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE), na Central do Brasil. Acompanhado de advogados, o atleta vai prestar depoimento sobre seu suposto envolvimento com integrantes do grupo miliciano 'Liga da Justiça', que atua na Zona Oeste.

Luiz Carlos Francisco Soares, pai do jogador, também é aguardado, mas ainda não chegou ao local. De acordo com os advogados, Luiz Antonio vai falar com a imprensa após seu depoimento.

Luiz Antonio é suspeito de doar carro de luxo a um dos chefes da milícia Liga da Justiça e de formação de quadrilha. O atleta rubro-negro foi intimado a prestar esclarecimentos sobre sua ligação com a Liga da Justiça, acusada de torturar, extorquir e até matar moradores da Zona Oeste. Ele será investigado por estelionato, pois teria dado o chamado ‘golpe do seguro’.

De acordo com a Draco, o possível envolvimento de Luiz Antonio com a quadrilha se dava por meio do irmão de criação do jogador, Alexander da Rocha Antunes, o Sérgio Preto, policial civil lotado na 42ª DP (Recreio). Ele acabou preso na Operação Tentáculos e apontado como homem do segundo escalão do bando. Alexander confeccionou o registro de roubo do carro.

GALERIA: Jogador Luiz Antonio presta depoimento na Draco

Na ocorrência, escrita em poucas linhas, o comunicante informou apenas que o Ford Edge foi levado por dois homens que estavam numa moto, usando capacetes e pistolas, em Guaratiba, também na Zona Oeste. Segundo o titular da Draco, delegado Alexandre Capote, Luiz Antonio será investigado inicialmente por estelionato.

Se no decorrer do inquérito houver algum indício de ligação mais estreita com o bando, por meio de escutas telefônicas autorizadas judicialmente, por exemplo, o atleta responderá também por formação de quadrilha.

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