A reação de Aécio

Candidato a presidente pelo PSDB promoveu reunião para tentar barrar avanço de Marina Silva

Por O Dia

Rio - Candidato a presidente pelo PSDB, Aécio Neves já começou a ser movimentar para tentar barrar o avanço de Marina Silva (PSB). Ontem, ele promoveu, num comitê no Leblon, reunião de emergência com parlamentares aliados para tratar do assunto.

A preocupação se justifica: em 2010, quando concorreu à Presidência, Marina recebeu 31% dos votos válidos no Rio. No encontro, Aécio decidiu intensificar a campanha no estado. Participará de eventos por aqui a cada dez dias.

Missão de vice

O vice da chapa de Marina terá a missão de garantir os compromissos assumidos por Eduardo Campos, responsável pela costura dos acordos com políticos do PSB e com os demais partidos da aliança.

De volta ao começo

Campos também tentou diminuir a resistência de setores — entre eles, o do agronegócio — à escolha de sua vice. Agora, tudo terá que ser refeito.

Resistências

Marina sofre restrições à direita e à esquerda. Ligado a Aécio Neves, Marcio Lacerda (PSB), prefeito de Belo Horizonte, ignora a candidatura de Tarcísio Delgado, de seu partido, para o governo mineiro. Já anunciou o apoio a Pimenta da Veiga, do PSDB. Em São Paulo, o PSB aliou-se aos tucanos.

Travada

Ao divulgar carta em prol de Marina, Antonio Campos, irmão de Eduardo, procurou barrar articulações de Roberto Amaral, novo presidente do PSB. Ele tentava um nome da esquerda do partido para o lugar do ex-governador.

Carta na manga

Viúva de Eduardo e também fechada com a ex-senadora, Renata ameaçou se manifestar caso Amaral bancasse o nome de Luiza Erundina.

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