Jovem fuzilado em Costa Barros ia para culto evangélico

Polícia busca imagens e testemunhas que possam identificar assassinos de rapaz

Por O Dia

Rio - A Polícia Civil está em busca de testemunhas e imagens de câmeras de segurança que possam identificar os assassinos de João Pedro de Oliveira Ribeiro Júnior, 19 anos, fuzilado com pelo menos cinco tiros, na noite de sexta-feira, na Estrada de Botafogo, altura da favela do Chapadão, em Costa Barros. O jovem estava a caminho de culto evangélico, de carona no carro de um amigo.

Segundo a família da vítima, eram 19h quando o amigo, Diego Santana, 26, fez um desvio para evitar engarrafamento e acabou interceptado por uma moto com dois ocupantes, que forçou a parada do carro e caiu após encostar no veículo. Armado de fuzil, o bandido na garupa atirou, ainda caído no chão, acertando Juninho, como era apelidado o rapaz.

João Pedro Ribeiro mostra a foto do filho%2C Juninho%3A ele acredita que bandidos queriam roubar as vítimasAngelo Antônio Duarte / Agência O Dia

Parentes da vítima estiveram neste sábado no Instituto Médico Legal (IML), aguardando a liberação do corpo. Bastante abalado, João Pedro de Oliveira Ribeiro, 48, pai do jovem morto,acredita que os bandidos quisessem roubar os jovens.

“É triste passar por uma situação dessas. O João era tranquilo, todos gostavam dele. Se a pessoa tem um filho no crime, ela já espera o pior. Mas quando se tem um filho religioso, você não pensa que vai acontecer algo como o que ocorreu com ele”, disse Ribeiro.

Juninho tinha saído do Centro da cidade com Diego, em direção a Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, onde iriam à igreja Sara Nossa Terra. Por conta do congestionamento na Linha Vermelha e na Via Dutra, eles resolveram cortar caminho por Costa Barros, Barros Filho e Pavuna. O enterro foi marcado para este domingo, às 11h, no Cemitério de Ricardo de Albuquerque.

Bandido deu vários tiros

Diego Santana contou que, ao ver Juninho atingido, levou-o para a Clínica da Família, na Pavuna, mas não conseguiu atendimento lá e seguiu para a UPA de Ricardo de Albuquerque. Mas o jovem já chegou morto ao local. 

“O jovem na garupa da moto estava armado e fez gesto com a mão para que eu parasse. Eu fui diminuindo a velocidade. O piloto tentou dar a volta no carro com a moto, só que ele bateu na lateral do carro e caiu. O piloto não aguentou o peso da moto. Os dois eram magros, e a moto era grande”, contou Santana. “O cara começou a disparar em direção ao carro. Foi quando eu acelerei e fui embora. Só percebi que o Juninho tinha sido atingido quando fiz a curva e ele caiu em cima de mim”, relembrou o motorista.

Cabeça, peito e abdômen atingidos

De acordo com o atestado de óbito, Juninho foi atingido na cabeça, no peito e na barriga. A Divisão de Homicídios da Capital instaurou inquérito para apurar as circunstâncias da morte. O jovem morava em Deodoro e trabalhava no Centro, montando andaimes.

“Ele gostava muito de aprender a tocar instrumentos musicais. Nas horas vagas, jogava bola com os amigos. Ele dava aulas de reforço e era uma liderança na igreja. Estava lá todos os dias. Agora, tudo acabou”, desabafou Ribeiro, emocionado.

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