Policiais fazem operação em comunidade onde duas irmãs foram encontradas mortas

PMs do 39ºBPM estão no Gogó da Ema, em Belford Roxo, desde a manhã desta quarta-feira para coibir o tráfico no local

Por O Dia

Estudante Ariane (à esq.) e a cabeleireira Jéssica de Souza%3A as vítimasReprodução

Rio - Policiais do 39ºBPM (Belford Roxo) estão realizando uma operação nesta quarta-feira na Comunidade Gogó da Ema, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Nesta região as irmãs Ariane e Jéssica Oliveira de Souza, de 19 e 22 anos, respectivamente, foram encontradas mortas no último domingo. Segundo a assessoria da PM, o objetivo da ação é coibir o tráfico de drogas no local e ainda não há registro de presos.

Já a Polícia Civil, que segue investigando o duplo homicídio, pediu imagens da casa de shows em Nova Iguaçu onde as irmãs foram vistas pela última vez, na madrugada do último domingo. Os agentes encontraram os corpos das jovens com marcas de tiros e de violência sexual, na Favela Gogó da Ema, no bairro Bom Pastor. Investigadores apuram se elas teriam sido confundidas com namoradas de traficantes.

Vítimas teriam sido confundidas

As moças haviam ido a um show e teriam saído do local na companhia de três homens em um carro. Ariane, que era estudante, e Jéssica, cabeleireira, moravam com a família em Belford Roxo. Ainda de acordo com agentes da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), no caminho até a boate, as irmãs tiveram celulares roubados.

Mesmo assim, resolveram ir à casa de shows. Denúncias apontam que as vítimas foram confundidas pelos assassinos com as namoradas de Geraldo dos Santos Anjos Filho, o Chelsea, e de um comparsa dele, que também foram mortos. Chelsea seria gerente do tráfico na comunidade Guacha, no Jardim Redentor, também em Belford Roxo.

Ele, que era da facção Amigos dos Amigos (ADA), teria participado da invasão ao Fórum de Bangu, em outubro do ano passado, na tentativa de libertar um traficante. Na ocasião, uma criança e um PM morreram.

Polícia aguarda necropsia e vai ouvir testemunhas

Agentes da DHBF afirmaram que a perícia de local foi realizada e que estão aguardando o resultado da necropsia. Enquanto aguardam as imagens solicitadas, policiais vão ouvir testemunhas que já foram intimidas a prestar depoimento.

No sábado à noite, Chelsea teria discutido com outro traficante, que deixou a prisão há pouco tempo e queria controlar o Guacha. Esse traficante atirou em Chelsea e num segurança dele, matando os dois na hora. Os corpos foram colocados no porta-mala de carro e incendiado. O veículo foi abandonado perto da favela.

As irmãs foram mortas pouco depois, na comunidade Gogó da Ema, que também é dominada pela ADA. Os corpos foram encontrados amarrados e com tiros na cabeça. As vítimas apresentavam marcas de violência sexual e física, e foram deixadas em uma rua de terra batida. O sepultamento aconteceu na segunda-feira, no Cemitério Municipal de Belford Roxo.

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