Família de estudante morto por PM vai receber indenização de R$ 360 mil

Justiça determinou que estado pague valor. Jovem foi assassinado com tiro à queima-roupa

Por O Dia

Rio - A Justiça do Rio determinou que o estado pague uma indenização de R$ 360 mil à família do estudante Daniel Duque Pittman, assassinado com tiro à queima-roupa pelo soldado da policial militar Marcos Parreira do Carmo, em junho de 2008, aos 18 anos, durante uma confusão na porta da antiga Boate Baronetti, em Ipanema.

A sentença foi dada pelo juiz Marcelo Menaged, da 8ª Vara da Fazenda Pública do Rio. A assessoria de imprensa da Procuradoria Geral informou que o estado não foi notificado e por isso não decidiu se vai recorrer ou não da decisão.

No dia do crime, Marcos fazia a segurança de Pedro Velasco Adnet, 19, filho da promotora de Justiça Márcia Velasco, quando houve uma briga na porta da boate.

Em 2008%2C o enterro do jovem Daniel Duque%2C no Caju%2C foi marcado por indignação e desespero dos paisErnesto Carriço / Agência O Dia

O policial foi absolvido por unanimidade em outubro de 2008, por um júri popular composto por cinco mulheres e dois homens no 3º Tribunal. Indignados, os pais de Daniel, Daniela Duque e Sérgio Coelho apelaram. Mas os desembargadores da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça mantiveram a absolvição posteriormente.

Durante o trâmite judicial, parentes de Daniel chegaram a dizer que estava havendo corporativismo na condução judicial e na investigação do caso.

O depoimento de Pedro, por exemplo, na 14ª DP, foi feita após as 22h, poucos dias depois do crime, longe da presença de jornalistas. Na ocasião, o rapaz confirmou a versão do soldado Marcos. Ele contou que, na madrugada do crime, depois de ir à boate Boox, chegou à Baronetti, que fica ao lado, por volta das 3h45m. E que estava acompanhado de três amigos, entre eles o jogador Diguinho.

Na saída, ocorreu uma briga e alguns jovens teriam tentado tirar a arma do policial, que alegou ter feito disparos para se proteger.

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