MPE quer cassar candidatura de Anthony Garotinho ao governo do Rio

Garotinho é acusado de abuso de poder político e econômico

Por O Dia

Rio - Pela segunda vez este ano, o Ministério Público Eleitoral pediu a cassação do mandato e a inelegibilidade por oito anos do candidato do PR ao governo do Rio, Anthony Garotinho, por abuso de poder político e econômico. A ação se baseia em irregularidades num evento em junho, fora do período eleitoral, e não impede o candidato de continuar sua campanha.

Realizada no Clube dos 500, em Caxias, a reunião foi impedida por fiscais do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) após a verificação de listas emitidas pelo vereador Serginho, pedindo ônibus destinados ao transporte de eleitores ao evento. Registros de convites na internet, que convidavam para “reunião com nosso futuro governador Garotinho” também são citados como provas das irregularidades.

Para a procuradora regional eleitoral substituta, Adriana Farias, autora da ação, o abuso de poder econômico fica caracterizado pelos gastos nos aluguéis do ginásio, dos ônibus e do sistema de som. O TRE apurou também que cada participante receberia R$ 30, totalizando cerca de R$ 60 mil em pagamento para os 2 mil eleitores que compareceram.

Segundo a procuradora, dificilmente a ação será julgada antes das eleições deste ano. Mas, se ele for eleito, poderá perder o mandato. “A ação tem que seguir um rito próprio e o volume dos processos no Tribunal, como se sabe, é grande”, indicou.

Em julho, o MPE pediu em outra ação a inegibilidade de Garotinho, tendo como base a distribuição de brindes e os gastos excessivos nas “Caravanas da Paz”, probidas pelo candidato. A ação tramita no TRE. Garotinho indicou que “se trata apenas de uma denúncia, que não quer dizer nada”. “Isso aí foi só para gerar notícia”, minimizou.

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