Por thiago.antunes

Rio - O desaparecimento de uma mulher de 27 anos após ser levada para fazer um aborto deixou desesperada sua família e deu sinal de alerta à polícia. Jandira Magalena dos Santos sumiu no dia 26 de agosto, depois que saiu de casa, em Campo Grande, para se encontrar com uma suposta médica, identificada apenas como doutora Rose e nunca mais entrou em contato com os parentes.

Jandira%3A 4 meses de gravidezReprodução

“Só quero que minha filha esteja viva. Mesmo que seja em um hospital. Rezo para encontrá-la com vida”, desabafou Maria Ângela dos Santos, 51, mãe de Jandira. A mulher, que é mãe de duas meninas, uma de 12 e outra de 9 anos, teria ficado desesperada com a gravidez indesejada, segundo a família. Ela teria pago R$ 4,5 mil para fazer o procedimento.

“Minha filha juntou todas as economias para isso e eu achei errado, mas ela tinha medo de ser demitida se ficasse grávida”, contou Maria Ângela. Jandira trabalhava em uma concessionária de veículos no Recreio.

Além da mãe de Jandira, a polícia já ouviu o ex-marido, Leandro Brito Reis, que a levou até a rodoviária de Campo Grande para ser levada até a clínica. Uma amiga que indicou o local para a realização do procedimento também prestou depoimento. No endereço da clínica da suposta médica, a polícia não encontrou vestígios de funcionamento. No local, em Bonsucesso, funcionou um clínica de aborto fechada há dois anos, segundo investigações da 35ª DP (Campo Grande).

A família já percorreu hospitais e IML em busca de informações. Segundo a família, ela embarcou, antes de sumir, em um carro branco, no terminal rodoviário de Campo Grande. Segundo Leandro, último conhecido a falar com Jandira, ela estava com quatro meses de gravidez e apreensiva com a operação e pediu que ele a acompanhasse até o local marcado.

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