Por thiago.antunes

Rio - “Uma atitude de total transparência”. Foi assim que a presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargadora Leila Mariano, classificou a maior audiência com uso de videoconferência já promovida por um tribunal no Brasil.

A superaudiência foi realizada na tarde desta quarta-feira na Central de Assessoramento Criminal do TJ, durante a primeira sessão para julgar 29 acusados (dez deles foragidos) de tráfico, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Nem%2C Menor P%3B Zangado e Total depuseram direto dos presídiosSeverino Silva / Agência O Dia

Ao todo, 19 presos foram interrogados pela juíza Renata Gil de Alcântara Videira, da 40ª Vara Criminal da Capital, sendo que 15 deles estavam presentes no Fórum e os outros quatro — os traficantes Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha; Marcelo Santos das Dores, o Menor P; Fabiano Santos das Dores, o Zangado (irmão de Menor P); e William Soares da Costa, o Total — estavam nos presídios de segurança máxima em Campo Grande (Mato Grosso do Sul), Catanduvas (Paraná) e Gericinó (Bangu, RJ), respectivamente.

A iniciativa é pioneira nos tribunais do país e passou a ser empregada depois de tentativa de resgate de um preso no Fórum de Bangu, em outubro do ano passado, quando morreram duas pessoas. “Ali se constatou a insegurança de se transportar detentos de uma ou outra facção para uma mesma audiência ou para audiências diferentes num mesmo fórum, afirmou a presidente do TJRJ.

Reportagem de Márcio Allemand

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